Em Portimão Marc Márquez fará o segundo teste com a Ducati, depois de terminar o GP de Losail em quinto lugar no Sprint e em quarto na corrida de domingo. No circuito português perceberemos se o campeão de MotoGP consegue estar constantemente na luta pelo topo ou teremos que esperar uma temporada de altos e baixos, sempre um passo atrás dos grandes nomes Bagnaia e Martin. Ter uma versão não oficial da Desmosedici de 23 certamente não funciona a seu favor, mas no passado ele demonstrou muitas vezes que pode se destacar mesmo com uma moto menos competitiva que seus rivais.
Marquez e il futuro factory
Na conferência de imprensa de quinta-feira senta-se entre Pedro Acosta, Fermin Aldeguer e Miguel Oliveira. Os jornalistas perguntam a Marc se ele não se sente “velho”. “Digamos que eu tenha experiência“, responde o piloto da Gresini sorrindo. A segunda questão é direta, depois de Davide Tardozzi ter deixado escapar nos últimos dias que a ex-Honda era um possível nome para a equipa de fábrica. Márquez se sente candidato à Ducati oficial? “Não tenho pressa, sei que se me divertir e for rápido terei a chance de escolher meu futuro. Mas é algo que não penso agora, olho para o presente e o presente diz que há três-quatro pilotos mais rápidos que eu“.
Haveria também a hipótese de que ele pudesse permanecer na equipe satélite da Gresini também em 2025, mas com moto oficial. Uma solução que parece pouco credenciada. “A ambição é a mesma de uma equipa oficial porque estamos aqui para lutar pelo melhor resultado possível“Marc Márquez concluiu. “Mas é verdade que há menos pessoas na equipa e é mais como uma família. Na equipa Repsol Honda o ambiente era bom, mas a cultura é diferente entre japoneses, italianos, espanhóis e americanos. Toda atmosfera é boa se os resultados forem bons“.
O exame de Portimão
Portimão pode ser um teste decisivo para o hexacampeão de MotoGP. Ele correu aqui algumas vezes: em 2020 esteve ausente devido a problemas no úmero, em 2021 terminou em sétimo mas tinha acabado de regressar após uma longa lesão, e na segunda corrida de 2021 ainda esteve ausente devido a visão dupla. Em 2022 terminou em sexto lugar, no ano passado subiu ao pódio no Sprint, mas na largada do dia seguinte uma colisão na primeira volta com Oliveira fez com que fraturasse a mão direita e perdesse mais três corridas.
Um bom resultado em solo português iria explodir as ambições e sonhos pessoais e dos adeptos. Aguardando então a próxima partida no Texas, sua pista talismânica, onde de 2013 a 2021 venceu sete vezes. Com a GP23 você se sente em desvantagem em relação aos pilotos oficiais? “Não sei se a nova é melhor, tenho esta moto e estou feliz com ela. Talvez a GP24 tenha alguns pontos a seu favor, mas sei que no momento ainda não estou aproveitando ao máximo a minha, então antes de fazer comparações terei que entender melhor“.
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