O GP de Phillip Island não deu boas sensações aos pilotos da Aprilia. O melhor foi Aleix Espargaró com um bom 8º lugar, com Maverick Vinales em 11º ainda mais longe. Os pilotos da equipa satélite RNF certamente não se saíram melhor: 13º Miguel Oliveira, 16º Raul Fernandez com um atraso de 32 segundos do vencedor Johann Zarco. Os pneus fizeram uma piada de mau gosto aos dois pilotos oficiais, que não hesitaram em definir o desempenho “vergonhoso“. O fabricante de Noale busca a redenção na próxima etapa do MotoGP na Tailândia.
A decepção de Aleix
O resultado final do veterano de Granollers foi inimaginável, pois ele, partindo do quarto lugar do grid, parecia ter o pódio no caminho certo. As 27 voltas colocaram à prova os pneus da Aprilia RS-GP, obrigando-a a perder posições à medida que se aproximava da bandeira quadriculada. Um fim-de-semana de MotoGP inesquecível para Aleix, que terminou com uma diferença de nove segundos para o vencedor Johann Zarco. “Foi constrangedor porque não éramos competitivos. As rodas giravam muito e eu nunca esperava terminar a nove segundos do pódio. Os problemas deste fim de semana foram muito grandes“, resumiu o Espargaró mais velho.
Nas primeiras voltas conseguiu gerir os pneus da melhor forma possível e ser rápido, mas nas últimas três voltas do GP da Austrália a situação tornou-se “dramático”E gradualmente perdeu tração. “Não entendo porque nos falta tanta aderência em algumas curvas“.
Problema “incompreensível” para Maverick
Igualmente graves e incompreensíveis são os problemas registados pelo seu companheiro de equipa Maverick Vinales, recém-saído do segundo lugar na Indonésia. Desta vez, porém, seu desempenho ficou longe do de seis dias antes. “Rodei no mesmo tempo de sexta-feira, mas os rivais mostraram-se mais competitivos“, comentou o motorista do Roses. “Eu já sabia que não tinha tração, também estava derrapando e os pneus começaram a falhar logo. Foi difícil, mas agora temos que olhar para frente e tentar trabalhar para 2024“.
É difícil encontrar uma explicação bem definida para o problema da Aprilia. “Cada vez que abro o acelerador a tração está lá, é mais uma questão mecânica. Consequentemente, em alguns circuitos somos fortes e em outros não… Precisamos entender melhor o que o asfalto nos pede e o que os pneus nos pedem. Porque os problemas muitas vezes chegam até nós de repente“.
Foto: Instagram @aleixespargaro