Em 2024 não faltarão pilotos que se estreiam na Moto2. A maioria chega da Moto3, como o jovem brasileiro Diogo Moreira, novo companheiro do confirmado Dennis Foggia na equipe Italtrans. O paulista de 19 anos já escreveu pequenas páginas de história na categoria menor, ao mesmo tempo em que mostra sua velocidade em algumas corridas wild card paralelas de Supermoto, quase sempre terminando em triunfo. Existem poucas dúvidas sobre o seu talento, mas questionamo-nos se a mudança para a Moto2 não será um pouco precipitada? Enquanto isso, vamos revisar seu primeiro campeonato mundial de dois anos.
Diogo Moreira na Moto3
Nascido no motociclismo no motocross no Brasil, passou para a velocidade de pista em 2017, quando se mudou para a Espanha. Depois de três anos no antigo CEV (com resultados de peso apenas no ETC em 2019), Moreira chega ao Mundial com a MT Helmets-MSi, equipa que se estreia neste escalão. Compreensivelmente, a estreia nunca é fácil, mas já se percebem alguns sinais com algumas corridas realizadas no grupo da frente e vários top 10. O ano torna-se complicado com a lesão no pulso sofrida em Mugello, lesão que o condicionará a vários Grand Press . De Silverstone, palco de sua primeira pole position histórica, e até o final do ano Moreira sempre somou pontos, quase sempre entre os 8 primeiros. A temporada de 2023 começou com força, com o jovem brasileiro conquistando seus primeiros pódios mundiais no dois primeiros GPs. Durante quase todo o ano, porém, os resultados permanecerão únicos, o piloto #10 não consegue mais se repetir e em termos de resultados se estabiliza mais ou menos no top 10. A partir do GP da Catalunha ele começa a lutar ainda mais , até o rugido na Indonésia: depois da pole position vem a primeira vitória mundial histórica! O final da temporada, porém, será amargo: nas últimas 5 rodadas ele marcou apenas uma vez.
A mudança em 2024
No início de setembro aqui foi anunciado o acordo para as próximas duas temporadas. A assinatura com a Italtrans para a passagem para a Moto2 é de facto de dois anos. Como dito inicialmente, o talento do jovem Moreira não está em questão, mas questiona-se se seria o momento certo para mudar de categoria. Houve alguns resultados, já mencionamos as pole positions, os pódios e a vitória, mas faltou ao piloto brasileiro a consistência certa que lhe permitisse disputar sempre o pódio na corrida. Na verdade, durante dois anos ele terminou em 8º lugar geral, nada mal, mas não tão alto quanto provavelmente se esperava. A esperança é estar errado, mas o risco é sempre queimar um jovem com um salto precoce…
Foto de : MT Helmets-MSi