Superbike Portimão: Bautista vai e vem, Campeonato Mundial de Construtores Ducati

A 1ª corrida de Superbike de Portimão começou com fogo de artifício. Jonathan Rea e Toprak Razgatlioglu acenderam os fusíveis com ultrapassagens furiosas, prendendo o líder mundial, Alvaro Bautista, na briga. O show foi emocionante, até que o espanhol se cansou. Depois de cinco das vinte voltas, Alvarito colocou a cabeça para frente e não houve mais jeito. Rea, que havia acertado forte o Vermelho na segunda curva, saindo da linha, conseguiu voltar à pista, mas quando os pneus desistiram, ele desapareceu da luta, terminando em terceiro. Toprak, porém, insistiu, pendurado como sempre. Mas a tenacidade não é suficiente quando se depara com um gigante como este. Bautista venceu na carruagem, subindo para +52 pontos no Campeonato Mundial de Pilotos. Neste momento a possibilidade de baptizá-lo em Portimão, com uma volta de sobra, é mais concreta. Ele terá que ganhar mais dez pontos sobre o turco. Entretanto, a Ducati leva para casa o título de Construtores.

A incerteza é uma ilusão

A qualificação embaralhou um pouco as cartas, com Jonathan Rea na Superpole, Toprak na primeira linha e Bautista em segundo. A situação avançou os primeiros passos, mas foi tudo um flash na panela. Quando Álvaro conseguiu avançar a cabeça, podendo escolher as suas linhas, a noite caiu para os perseguidores. Toprak foi um pouco mais rápido nas subidas e descidas, mas saindo da última curva como um míssil, Bautista tirou três décimos de segundo dele na reta a cada volta. Impossível vencer uma equipe como esta. A segunda íris consecutiva agora é uma formalidade. Se Toprak ainda terminar em segundo, a festa será adiada para Jerez, no final de outubro. Mas nada muda.

Carl Fogarty foi mais longe

Vencidos os adversários de hoje, Álvaro Bautista também está a alinhar os gigantes do passado. Mais uma vitória e alcançará as 55 pérolas de Carl Fogarty, o piloto Ducati de maior sucesso de todos os tempos. No entanto, o britânico fez sua estreia em tempo integral com o Red em 1993 e dirigiu até o início de 2000, quando foi abruptamente interrompido pela lesão em Phillip Island. No meio, apenas um ano de parênteses na Honda, com a qual fracassou no Mundial, mas conseguiu quatro vitórias, chegando a 99 no total. Bautista atingiu 54 em apenas três temporadas, capitalizando também a adição da Superpole Race que não existia na época de Foggy. E este ano milagroso ainda não acabou…