Ela ainda é a única mulher italiana que participou do Rally Dakar em uma motocicleta. Os entusiastas certamente não terão esquecido Silvia Giannetti, nascida em Grosseto em 1972, que ostenta palmares decididamente encorpados e invejáveis: Rally na Tunísia, Marrocos, Dubai, o Rally dos Faraós no Egito, o Italian Motorally, algumas corridas de enduro. .. O sonho não falta, a participação em dois Dakars no biénio 2010-2011 (a sua hipotética primeira edição, a de 2008 em África, tinha sido cancelada devido a ataques terroristas).
Este é o capítulo competitivo, mas a sempre sorridente ciclista toscana certamente não parou por aí: ainda não parou de andar de bicicleta, seja para alguma competição, seja para os seus compromissos sociais, como o projeto que vem realizando há alguns vez no Peru. Na Motor Bike Expo tivemos a oportunidade de trocar algumas palavras com Silvia Giannetti: ela nos contou sua história, atualidade e um sonho que espera realizar: nossa entrevista.
Silvia Giannetti, de onde vem sua paixão por motos?
Ela nasceu ainda bebê com minha tia e meu tio. Em 2000 comecei a praticar off-road, um ano depois de fazer uma viagem de carro à Tunísia com a minha irmã: quando voltei para casa vendi a moto de estrada e comprei uma moto de enduro, com a qual regressei à Tunísia. Em 2004 conheci Fabrizio Meoni.
Uma figura muito importante para sua carreira, certo?
Sim, ele me disse “Tente correr, você está bem”. Aliás, em 2005 fiz o meu primeiro rali na Tunísia, consegui um bom resultado: na etapa mais difícil terminei em 19º da geral com uma Beta 400 T6 original, contra 85 homens. Até parei em especiais e transferi a gasolina colocada em garrafas para o tanque. A partir daí comprei uma moto um pouco mais potente e fiz oito provas do Mundial de Rally, completando todas e vencendo sempre na categoria feminina. Sozinho, sem mecânico e dentro de um saco de dormir.
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Silvia Giannetti, mas havia o sonho do Dakar.
Inscrevi-me no Dakar 2008, que infelizmente não começou por medo de ataques terroristas. Em março sofri um acidente bastante grave e fiquei um ano e meio parado, mas sou uma pessoa muito teimosa e quando me dedico a alguma coisa, faço-o. Depois de três cirurgias recuperei a forma e parti para a Tunísia sozinho, com moto e mochila, para testar o corpo e sobretudo a mente.
Correu mais do que bem, não foi?
Corri os dois Dakars em 2010 e 2011, o Mundial de Rali na Sardenha, um rali no Dubai e correu sempre tudo bem. Nos dois Dakars em particular terminei em 2º e 3º na categoria feminina de 10 mulheres no total, por isso estive sempre no pódio. Também sempre fiquei em terceiro lugar entre os italianos contra 15 meninos.
Silvia Giannetti, qual você considera a edição mais bonita?
Corri com eles na Argentina e no Chile, eram muito mais enduro do que rali. Uma corrida de Dakar em África tem espaços imensos, enquanto infelizmente o Chile é uma faixa de terra entre o mar e o deserto, como a Ligúria. Muitas pedras, com a altitude também fria e neve, passa a 5000 metros… Muitas dificuldades diferentes da África, mas o legal é que sempre havia milhões de pessoas acompanhando as etapas: Aconteceu que fiquei sem gasolina em um transferência e eles me ajudaram. Ou fiquei sem água no camelbak e bebi Ramazzotti e Coca Cola, a típica bebida argentina. Deu um bom impulso! [risata] Houve os pontos positivos.
E os negativos?
Correr em privado é difícil: significa poupar a moto, os pneus, o motor. Indo mais devagar e portanto sacrificando posições na classificação, mas o objetivo é chegar ao fundo: foi a arma da vitória. Então, obviamente, velejar e não se deixar levar pela competição, isso sempre compensa. Se você consegue fazer o seu caminho, o seu ritmo, é verdade que você chega mais tarde, mas você não comete erros, não corre o risco de ficar sem combustível e ganha a experiência. É uma satisfação a mais, você chega ao fundo com sua força e suas habilidades, e eu cheguei ao fundo!
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Não faltam projetos importantes.
Desde 2018 venho realizando um projeto no Peru: estou ajudando 5 mil crianças de comunidades indígenas da Floresta Amazônica, que não têm absolutamente nada. Continuo então a andar de mota e a sonhar com um Dakar talvez em África, no final nunca cheguei ao Lago Rosa e gostaria de fazer o Africa Eco Race. No momento, porém, só há treino e vontade, mas faltam patrocinadores, devo começar a procurá-los.
Silvia Giannetti, você ainda é a única motociclista italiana a competir no Dakar. Qual é a sensação?
Não penso nisso, até porque já passou muito tempo. No entanto, estou muito satisfeito por ver que, 14 anos depois, as pessoas ainda se lembram de mim. Até porque quando eu corria não existiam redes sociais, então os antigos pilotos de enduro me conhecem porque liam revistas de papel. Agora com as redes sociais tudo é mais rápido e simples, mas os jovens não me conhecem. Mas é legal ir na Feira e te ligarem para dar um alô, é legal.
Silvia Giannetti, seu currículo competitivo
2005
Campeonato Italiano de Rally TT Sicília 1ª classe. Gato fêmea
Campeonato Italiano de Rally TT Umbria 1º lugar. Gato fêmea
2006
Campeonato Mundial de Rally Raid TT Tunísia 1ª classe. Gato fêmea
Campeonato Mundial de Rally Raid TT Marrocos 1ª classe. Gato fêmea
Campeonato Mundial de Rally Raid TT Faraoni 1ª classe. Gato fêmea
2007
Campeonato Mundial de Rally Raid TT Tunísia 1ª classe. Gato fêmea
Campeonato Mundial de Rally Raid TT Faraoni 1ª classe. Gato fêmea
2009
Campeonato Mundial de Rally Raid TT Faraoni 1ª classe. Gato fêmea
2010
Dakar “Argentina-Chile” 2° classe. Gato. Feminino
2011
Dakar “Argentina-Chile” 3° classe. Gato. Feminino
Campeonato Mundial de Rally Raid TT Sardenha 4º lugar. Gato fêmea
2012
Campionato del Mondo Rally Raid TT “Abu Dhabi Desert Challenge” classe 4°. Gato. Feminino