Pedro Acosta o piloto que faz todos concordarem e é útil ao MotoGP

Todos descobriram que Pedro Acosta era um piloto especial aqui mesmo, no Qatar, há três anos. Sancionado a partir do pit lane, volta após volta, ele ultrapassou um piloto após o outro, vencendo sua primeira corrida mundial. Um feito que representou apenas o início de uma jornada triunfal que, em apenas 3 temporadas, o projetou na elite do motociclismo. Ganhar dois títulos mundiais (Moto3 e Moto2) num período de três anos, um reconhecimento de Estreante do Ano na Moto2 e a reputação novamente craque do motociclismo mundial. Nada de novo, em suma, em registar os seus feitos no primeiro dia que viveu num fim de semana de corrida da rainha do MotoGP. PAco ele tem os estigmas do Fenômeno, mas há mais. Em tempos recentes e insuspeitos, tal unidade de consenso nunca foi registada. Reconhecendo o seu talento e capacidade, mas também o seu carisma e caracterização como personagem real. Todo mundo gosta, ninguém excluído, independente da bandeira de sua torcida.

ESTREIA BRILHANTE NO MOTOGP

No final do primeiro dia de atividade em Lusail, o homem do dia é o próprio Pedro Acosta. Vários tópicos técnicos e/ou esportivos de interesse, mas ele e sua KTM vermelha vestida e com a marca GASGAS estão na capa. Da mesma forma que a sua primeira saída em Novembro passado, em Valência. Pela primeira vez na RC16, na sua primeira volta foi ultrapassado na última curva por Maverick Vinales, respondendo-lhe com um emaranhado na saída. Ontem, no primeiro treino livre, mesmo roteiro. Pronto, ultrapassado por Aleix Espargaró, juntou-se a ele na recta, travando-o e colocando-se também na frente. Livre deste negócio inacabado com os pilotos da Aprilia, a partir desse momento terminou a sessão com o terceiro tempo, 71 milésimos de segundo atrás de Jorge Martin, entregando-se a defesas e vicissitudes como um experiente piloto de MotoGP.

APRECIAÇÕES EM UNÍSSONO

Um piloto assim é querido e, não menos, útil para o MotoGP. Talvez porque ele ainda não tenha aberto rivalidades acirradas com seus colegas de primeira classe, mas em uníssono os torcedores o consideraram seu favorito. Fãs de outros pilotos e fabricantes também, mas Pedro Acosta agrada, incentiva e encanta. Muitas vezes são feitas comparações com Marc Márquez, mas nem mesmo o 8 vezes Campeão do Mundo recebeu tantos elogios após a sua mudança para o MotoGP. Na verdade, alguém para desacreditá-lo (e estamos a falar de insiders…) até questionou as suas façanhas na Moto2, inventando bestialidades como a disponibilização de um Suter ilegal, com motor Honda RCV, com controlo de tracção e outras loucuras. Nada verdade, tanto que o único aparelho (muito legal) à disposição do 93 era o quickshifter fabricado pela TSR, posteriormente adquirido por muitos dos seus colegas, mas sem ir tão rápido como o Márquez.

VENTILADOR DE MOTO3 A MOTOGP

Mesmo por alguns excessos na pista, principalmente no nosso lindo país, Marc Márquez já fez algumas pessoas gemerem na época. Pedro Acosta, nunca. Ele se viu competindo pela conquista de títulos mundiais com motociclistas italianos (primeiro Dennis Foggia, depois Tony Arbolino), mas ninguém nunca teve nada a dizer sobre ele. PAco. Na verdade, dos próprios torcedores italianos, ele teve a preferência de torcer, se estivermos realmente olhando. Por estas razões, um piloto como ele é útil ao MotoGP, antes de mais, por um elemento incontestável e cada vez mais raro no motociclismo contemporâneo: no selim, Peter é divertido. E este desporto é também e acima de tudo divertido.