MotoGP, Massimo Rivola: “Menos corridas na Europa, vamos onde está o dinheiro”

A Ducati conseguiu tirar o máximo partido dos regulamentos técnicos do MotoGP, entrando nas zonas cinzentas da aerodinâmica para levar o GP da Desmosedici a níveis muito elevados. Mesmo na temporada de 2024, a equipe vermelha continua sendo a grande favorita, mesmo que os fabricantes rivais (veja Yamaha) tenham roubado algumas mentes de engenharia do fabricante de Emilian para tentar reduzir a diferença. Mas espera-se uma verdadeira revolução a partir de 2027 com o novo regulamento técnico.

O futuro regulamento técnico

Nas reuniões organizadas pela MSMA já falamos sobre como será o MotoGP num futuro próximo. A Aprilia e as restantes marcas estão a pressionar incansavelmente, com o apoio da Dorna, na redução da aerodinâmica e da potência dos protótipos que irão para a pista a partir de 2027. “As motos serão decididamente mais lentas“, explica Massimo Rivola conforme relatado pelo Motorsport-Total.com. As discussões ainda estão em andamento, mas o rumo tomado é claro, pois as motos terão que ser redesenhadas. A importância dos dispositivos holeshot também diminuirá, mas também está sendo discutida uma possível proibição. O objetivo é valorizar ainda mais o papel do piloto em relação ao potencial da moto.

Novos motores e combustível

A aerodinâmica não vai desaparecer, servirá para tornar os protótipos de MotoGP mais estáveis ​​e seguros. A empresa Noale é a favor do desarmamento, apesar de ter investido fortemente neste sector nos últimos anos. “Se beneficiar o entretenimento e o automobilismo, então sim. Só podemos continuar neste negócio se houver interesse. Se as corridas são menos emocionantes devido à aerodinâmica e aos dispositivos, então precisamos reduzir tudo. Mas acho que as corridas serão bastante emocionantes este ano“. Uma redução na cilindrada de 1000 cc para 850 cc também está sendo considerada. Além disso, o combustível deve ser formulado a partir de componentes 100% não fósseis. Neste ponto, os fabricantes de MotoGP já estão a trabalhar nos bancos de testes com os seus parceiros petrolíferos. Já a partir desta época a percentagem de gasolina obtida a partir de vegetais será de 40%.

O calendário da MotoGP

Resta saber se o calendário continuará a ser composto por 21 ou 22 GPs. O cancelamento do Grande Prêmio da Argentina reduziu o calendário de 2024 para 21 finais de semana, totalizando 42 corridas. Um número exagerado segundo Massimo Rivola. “No final do ano passado fiquei pessoalmente arrasado porque na sexta-feira já estávamos em modo de qualificação. Todo fim de semana estávamos cansados ​​no domingo. A temporada foi difícil. 42 corridas é muito, obviamente. Se tivéssemos menos, seria bom… Sou italiano, mas talvez devêssemos ter menos corridas em Itália e menos corridas em Espanha. Talvez devêssemos fazer menos corridas na Europa. Dito de outra forma, talvez devêssemos ir onde está o dinheiro...”.

Foto de : Sky Sports

MotoGP, Massimo Rivola: “Menos corridas na Europa, vamos onde está o dinheiro”

A Ducati conseguiu tirar o máximo partido dos regulamentos técnicos do MotoGP, entrando nas zonas cinzentas da aerodinâmica para levar o GP da Desmosedici a níveis muito elevados. Mesmo na temporada de 2024, a equipe vermelha continua sendo a grande favorita, mesmo que os fabricantes rivais (veja Yamaha) tenham roubado algumas mentes de engenharia do fabricante de Emilian para tentar reduzir a diferença. Mas espera-se uma verdadeira revolução a partir de 2027 com o novo regulamento técnico.

O futuro regulamento técnico

Nas reuniões organizadas pela MSMA já falamos sobre como será o MotoGP num futuro próximo. A Aprilia e as restantes marcas estão a pressionar incansavelmente, com o apoio da Dorna, na redução da aerodinâmica e da potência dos protótipos que irão para a pista a partir de 2027. “As motos serão decididamente mais lentas“, explica Massimo Rivola conforme relatado pelo Motorsport-Total.com. As discussões ainda estão em andamento, mas o rumo tomado é claro, pois as motos terão que ser redesenhadas. A importância dos dispositivos holeshot também diminuirá, mas também está sendo discutida uma possível proibição. O objetivo é valorizar ainda mais o papel do piloto em relação ao potencial da moto.

Novos motores e combustível

A aerodinâmica não vai desaparecer, servirá para tornar os protótipos de MotoGP mais estáveis ​​e seguros. A empresa Noale é a favor do desarmamento, apesar de ter investido fortemente neste sector nos últimos anos. “Se beneficiar o entretenimento e o automobilismo, então sim. Só podemos continuar neste negócio se houver interesse. Se as corridas são menos emocionantes devido à aerodinâmica e aos dispositivos, então precisamos reduzir tudo. Mas acho que as corridas serão bastante emocionantes este ano“. Uma redução na cilindrada de 1000 cc para 850 cc também está sendo considerada. Além disso, o combustível deve ser formulado a partir de componentes 100% não fósseis. Neste ponto, os fabricantes de MotoGP já estão a trabalhar nos bancos de testes com os seus parceiros petrolíferos. Já a partir desta época a percentagem de gasolina obtida a partir de vegetais será de 40%.

O calendário da MotoGP

Resta saber se o calendário continuará a ser composto por 21 ou 22 GPs. O cancelamento do Grande Prêmio da Argentina reduziu o calendário de 2024 para 21 finais de semana, totalizando 42 corridas. Um número exagerado segundo Massimo Rivola. “No final do ano passado fiquei pessoalmente arrasado porque na sexta-feira já estávamos em modo de qualificação. Todo fim de semana estávamos cansados ​​no domingo. A temporada foi difícil. 42 corridas é muito, obviamente. Se tivéssemos menos, seria bom… Sou italiano, mas talvez devêssemos ter menos corridas em Itália e menos corridas em Espanha. Talvez devêssemos fazer menos corridas na Europa. Dito de outra forma, talvez devêssemos ir onde está o dinheiro...”.

Foto de : Sky Sports