Marc Márquez espera uma aposta importante depois de onze temporadas na Repsol Honda. Seis títulos de MotoGP conquistados com a RC213V, antes de entrar num túnel tortuoso que começou com a lesão em Jerez em 2020. Com a Ducati GP23 da equipa Gresini tentará relançar-se nas zonas de topo que lhe são da responsabilidade, mas terá adaptar-se não só à nova moto, mas também a um novo ambiente dentro da garagem.
A aposta de Márquez e Carchedi
De sua histórica e querida equipe técnica ele traz consigo apenas o mecânico da Honda, Javi Ortiz. Ao seu lado já não terá Santi Hernandez, mas sim o chefe de equipa Frankie Carchedi, com quem já colaborou no teste de Valência em Novembro passado. Contactos estreitos foram estabelecidos entre os dois durante o inverno, mas os resultados na pista decidirão o quão sólido será o sentimento competitivo. Dado que o seu contrato com a Gresini dura apenas um ano, Marc Márquez não quis “separar” as duas equipas.
O engenheiro de corrida inglês Frankie Carchedi já conquistou um título de MotoGP ao lado de Joan Mir na temporada de 2020. Em 2023 trabalhou com Fabio Di Giannantonio, contribuindo para a sua primeira vitória na categoria rainha. “Meus objetivos são muito claros: garantir que [Marc Marquez] ser feliz e poder competir entre os líderes no menor tempo possível“. A empreitada não é nada fácil e exige cautela, apesar dos bons resultados na primeira saída em Cheste.
A pré-temporada para nos conhecermos melhor
Durante os testes de outono, o fenómeno de Cervera completou cerca de cinquenta voltas em péssimas condições de pista, com o vento a dificultar o seu trabalho e apenas uma Desmosedici GP à sua disposição. “Não tenho ideia de quanto tempo vai demorar. Agora tudo gira em torno dos testes de Sepang, vamos começar por aí. Nem pensamos na primeira corrida“.
No entanto, Carchedi não quer diminuir o entusiasmo que reinou durante várias semanas no ambiente Gresini e entre os fãs de MotoGP, curiosos para vê-lo de volta à acção com um protótipo potencialmente vencedor. “A comunicação é brilhante. É um projeto diferente para ele. Tudo é estranho ou diferente, algumas coisas são boas e outras são ruins. Trata-se de nos entendermos… Não apenas de sermos parceiros. É sobre entender o que ele quer ir rápido. Leva tempo. Em Sepang – concluiu o chefe da tripulação – Serei capaz de entender como ele dirige“.
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