MotoGP, Joan Mir soa o alarme: “Nada mudou nos boxes”

Durante o último Grande Prêmio do Japão, a Honda oficializou o fim da missão de um de seus principais engenheiros, Shinichi Kokubu. Uma decisão forte, tomada no momento em que o MotoGP pôs os pés em solo nacional, transmitindo assim a sua vontade de uma viragem. Poucos dias depois, chegou também o anúncio da despedida (provisória ou definitiva) de Marc Márquez, deixando uma vaga livre para a temporada de 2024.

Joan Mir aguarda um ponto de viragem

A HRC paga caro pela falta de desenvolvimento técnico da RC213V nos últimos três anos. As tentativas de melhorar o protótipo de MotoGP falharam e tudo o que resta é lamber as feridas e recomeçar com Joan Mir. O campeão maiorquino tem a tarefa de liderar o renascimento da Asa de Ouro na categoria rainha, à espera que a moto de 2024 tome forma. A saída de Kobubu do projeto não deixou a ex-Suzuki indiferente. “Acho que se houver mudanças para os japoneses, significa que essas mudanças provavelmente foram necessárias. Os fabricantes japoneses não são conhecidos por substituir pessoas rapidamente. Mas se o fizerem, eles estão seguros“.

Também foram discutidos os possíveis efeitos das mudanças no comando da empresa japonesa, embora por enquanto nada de novo possa ser visto no horizonte. “Nada realmente mudou nos boxes, veremos“, acrescentou Joan Mir no dia seguinte ao fim de semana de Motegi. A opinião de Marc Márquez é da mesma opinião, agora sem fé nas promessas da Honda, tanto que renunciou ao contrato multimilionário para se transferir para uma equipa satélite da Ducati. “Será importante ver se essa mudança foi a certa – acrescentou Mir -. Só nos beneficiaremos das mudanças quando surgirem coisas novas que realmente funcionem. Só então veremos se a mudança fez diferença“.

Substituição de Marc Márquez

A primeira questão a resolver é quem substituirá Marc Márquez em 2024 na garagem da Repsol Honda. O primeiro nome no caderno é Johann Zarco, embora Lucio Cecchinello gostaria de manter o veterano francês com ele, arrancado das camisas da Ducati Pramac. Pedro Acosta assinou contrato com a GasGas Tech3 e por isso está excluído. Entre os possíveis nomes está Miguel Oliveira, no contrato poderá haver cláusula de rescisão para uma equipe oficial. Iker Lecuona também está na lista, ainda não tendo assinado a renovação nas SBK. O jovem espanhol participou em várias partidas de MotoGP com a Honda e isso jogaria a favor da sua candidatura.

A marca japonesa também teria testado as águas ao redor de Maverick Vinales, operação inviável para o próximo ano. No final da lista de hipóteses estariam também Tony Arbolino, que viu as portas do MotoGP fechadas com a transferência de Marc Márquez para a Gresini, e Alonso Lopez, cujo nome já estava ligado à Yamaha há um ano. A Honda tem um problema para resolver e em breve terá que anunciar o nome para se juntar a Joan Mir.

Foto: Caixa Repsol