A Dorna já deu os primeiros passos para reviver o show do MotoGP e reviver os fabricantes japoneses Honda e Yamaha. Carlos Ezpeleta assegurou que a entidade está a estudar a implementação de várias inovações no sistema de concessões para ajudar as marcas com dificuldades a montar uma bicicleta mais competitiva. Um regulamento mais “moderno” para evitar que, na sequência do que a Suzuki fez, alguém decida abandonar o Campeonato do Mundo.
Ducati dá uma mão à Honda
O momento negativo que Marc Márquez vive criou alguns alarmes dentro da Dorna. Em entrevista ao programa ‘Tot Costa’ da Rádio Catalunha, Ezpeleta não esconde: “Claro que sim, há preocupação. Não porque seja Marc, ver qualquer piloto nessa situação é preocupante para nós. Ainda mais Marco (…). Para quem vê de fora, fica claro que Marc não baixou o nível. Começou o ano com má sorte após a queda em Portugal. Não quero dizer que a culpa seja da Honda pela situação dos três pilotos. Mas acho que Marc está no mesmo nível de sempre“.
O caminho a seguir é conceder concessões especiais para Yamaha e Honda, mesmo que a partir da próxima temporada de MotoGP. Precisamos da luz verde de todos os fabricantes e a Ducati não é contra isso a priori. “Estamos trabalhando para poder ajudar não só a Honda, mas também a Yamaha, outra fabricante japonesa, para que eles possam voltar a ser competitivos mais rápido. A Honda e a Yamaha estiveram muito atentas aos regulamentos e concessões no passado e isso tem sido fundamental para a Ducati ser competitiva. Para a Suzuki por ser tão rápida, para a KTM e Aprilia por entrarem no campeonato mundial e serem competitivas. Os outros fabricantes também entenderão isso“explicou o diretor executivo do MotoGP.
O sistema de concessões do MotoGP
De acordo com o regulamento atual, as concessões vão para os fabricantes que não sobem ao pódio há uma temporada inteira. Em vez disso, Honda e Yamaha já atingiram seu objetivo este ano e não poderiam receber ajuda, pelo menos até 2025”.Não podemos dizer qual é a opinião dos outros. A posição oficial da Dorna é criar um sistema de concessões que precisa ser atualizado. Temos que ver como vão as negociações nos próximos meses“.
Finalmente, a partir do próximo ano, a primeira sessão de treinos livres não será usada para acessar o Q2. As equipes tentaram mudar o formato já em Silverstone, mas a Ducati vetou. “Não houve unanimidade para ele apresentá-lo de Silverstone, mas há unanimidade para que isso aconteça em 2024. Veremos se há outras mudanças no fim de semana – concluiu Carlos Ezpeleta – e se isso mudará a duração de qualquer sessão“.
Foto: MotoGP.com
