Alex Rins gostava particularmente da marca Suzuki depois de seis temporadas na GSX-RR. Cinco vitórias obtidas com o fabricante Hamamatsu, terceiro lugar na classificação final na temporada 2020 e uma despedida forçada devido à saída do MotoGP por decisão da empresa. Com os tempos de mercado apertados, o espanhol assinou pela LCR Honda, onde encontrou uma moto claramente atrás tecnicamente, apesar de ter conseguido a vitória no Texas.
A provação de Alex Rins
Alex Rins tem um grande desejo de redenção depois de um campeonato difícil, também devido a uma longa lesão sofrida no MotoGP Sprint em Mugello. A fratura da tíbia e da fíbula da perna direita obrigou-o a ser submetido a duas operações e a uma longa internação hospitalar. O porta-estandarte de Barcelona tentou retornar ao GP de Motegi, mas levantou a bandeira branca após os treinos livres de sexta-feira. Depois de duas semanas competiu na Indonésia, alcançando o 9º lugar na corrida de domingo, mas cinco dias depois teve que desistir novamente após testes na Austrália. Uma hérnia perto da tíbia obrigou a nova operação cirúrgica e teve tempo de encerrar a aventura da Honda participando na última etapa em Valência. Durante a provação, porém, Alex encontrou tempo para negociar e assinar com a Yamaha, onde em 2024 fará dupla com Fabio Quartararo.
Nova aventura com a Yamaha
O contrato com o fabricante de Iwata deu novos estímulos a Alex Rins, ansioso (e merecedor) por correr por uma equipa de fábrica. Junto com ele, chega também à garagem da Yamaha um ex-técnico da Suzuki especializado em telemetria. “Acho que para melhorar a moto é melhor o Fábio seguir em frente, visto que a moto foi pensada para ele“, explica em entrevista à ‘Marca’. “Você definitivamente verá uma Yamaha que compete“.
Infelizmente, o catalão viu-se aos comandos da Honda no pior momento da Asa de Ouro no MotoGP, como também demonstrou a despedida de Marc Márquez… “São casos diferentes. No caso de Marc eu não sei. Não posso falar porque não estava na situação dele. No meu caso tinha um contrato 1+1, mas a Yamaha veio e ofereceu-me uma oferta interessante para correr com a equipa oficial. Houve muito rebuliço sobre Marc, é lógico. Mas no meu caso a continuidade era opcional, não cancelei (o contrato)”.
Para almejar a vitória, porém, teremos que lidar com a Ducati, que possui oito protótipos na pista e o mesmo número de pilotos válidos. O ataque ao trono do campeonato mundial pode mais uma vez ser problema deles. “Eles desenvolvem uma bicicleta muito rápida porque têm mais pilotos que os outros“, concluiu Alex Rins. “Mas mesmo na Yamaha podemos lutar para vencer corridas e o próximo ano será certamente diferente“.
Jonathan Rea, a biografia oficial disponível na Amazon
Foto: Yamaha MotoGP