Depois do shakedown começamos a levar a sério em Sepang. O MotoGP reinicia oficialmente os motores para os primeiros testes oficiais desta nova temporada mundial, com o grid completo em pista. Ou melhor, quase: Franco Morbidelli quase certamente não estará na partida, mas a sua presença no último dia de testes é uma hipótese, mas ainda não é certa. Estamos a proceder com muita cautela depois da pancada na cabeça nos testes privados em Portimão. Começa às 3h00 e termina às 11h00 italiano (não há TV ao vivo), iremos atualizá-lo sobre o andamento dos testes oficiais na pista da Malásia.
MotoGP Sepang Shakedown, eis como foi
Teste de MotoGP, o que esperar
Obviamente todos os olhos estão voltados para Francesco Bagnaia, o bicampeão de MotoGP, mas ele pode não ser aquele a ser particularmente observado. Marc Márquez na Ducati (mesmo que a menos atualizada GP23) é um tema decididamente interessante, mas o novo perfil aerodinâmico já mostrado pelo piloto de testes Michele Pirro não ficará para trás. Os pilotos oficiais vão gostar? Quase certamente, porém, serão apenas três, dado o acidente de Morbidelli, que certamente embaralha as cartas na Pramac e também na Ducati. Não falemos do shakedown de Pedro Acosta que, aos comandos da GASGAS RC16, já estabeleceu tempos muito respeitáveis. Hervé Poncharal prega calma, idem ao próprio estreante de MotoGP mas, mesmo que estejamos a falar de testes, tudo ficará por ver nos próximos dias.
No entanto, não esqueçamos que a KTM deu a sua palavra, posicionando-se sempre no topo nos três dias de shakedown. Obviamente estas são referências a serem tomadas com cautela, visto que Pedrosa, Espargaró (ambos testadores com inovações aerodinâmicas) e o estreante Acosta estiveram mais envolvidos nos testes nos RC16 do que nas referências cronométricas. Embora, apesar de tudo, estes não sejam realmente tempos a serem esquecidos… Veremos então como se comportarão os “fluor” Marco Bezzecchi e Fabio Di Giannantonio, mas também os irmãos Marquez na Gresini Racing, todos os quatro nos GP23. Porém, há quem já esteja disposto a apostar no regresso de Marc Márquez depois de anos difíceis entre problemas físicos e uma Honda difícil.
Cuidado com a KTM, mas não só
Já no ano passado ele tentou se posicionar como um grande rival da Ducati e conseguiu. O quarto lugar de Brad Binder no campeonato mundial é um forte sinal de que a marca austríaca está claramente a crescer. Veremos se os sul-africanos Jack Miller e Augusto Fernandez, sem descurar o referido Acosta, conseguirão travar o excessivo poder da Ducati dos últimos anos. Preste atenção também à Aprilia, que com Lorenzo Savadori exibiu algumas inovações aerodinâmicas no shakedown. Nos próximos dias será a vez dos dois oficiais e da dupla Trackhouse, um quarteto que certamente vale a pena ficar de olho.
Os observadores especiais serão a Yamaha (que se apresentou ainda hoje) e a Honda, as duas marcas que mais beneficiam com as novas concessões mas que, como destacou Lin Jarvis, também terão de saber explorá-las para voltarem a ser competitivas no MotoGP. . Já vimos algumas atualizações com Crutchlow, veremos então se a ajuda de Quartararo e Rins nos ajudará a voltar ao topo. Veremos então como a Honda se sai, abrindo a era pós-Marc Márquez com Mir, Marini, Zarco e Nakagami. Todos estão determinados a trazer a HRC de volta ao topo, mas veremos quais serão os resultados… Não serão testes decisivos para 2024, mas certamente chegarão os primeiros indícios relativamente à nova temporada mundial.
Foto: Michelin Motorsport