Para correr no Endurance e, mais ainda, para exercer a função de Team Manager é preciso ter muita, muita paixão. Quase um “apaixonado“. As competições de motociclismo de resistência são desafiadoras, exaustivas, exaustivas: antes, durante e depois. Uma especialidade abrangente que não lhe deixa um momento de trégua, com a vertente emocional que se conjuga com as prerrogativas técnicas inerentes à disciplina. Você pode fazer tudo certo, mas alguns segundos antes do final de 8 ou 24 horas, devido a um acontecimento banal e inesperado, tudo pode desaparecer. Resumindo: viver e “tarifa” Motorcycle Endurance, você precisa ter um exterior resistente. A gerente da equipe Campeã Mundial FIM EWC de 2023, Mandy Kainz da YART Yamaha, que já passou por tudo nesta disciplina, sabe algo sobre isso. Sucessos, mas também amargas decepções. O título conquistado neste ano, o segundo de sua história, recompensa os sacrifícios feitos em mais de 20 anos. Legitimando isso “apaixonado“.
MANDY KAINZ DECANO DELL’ENDURANCE
Com Dominique Meliand (Suzuki SERT), Gilles Stafler (Kawasaki SRC), Hampu Bolliger (Kawasaki Bolliger) aposentados e Christophe Guyot (GMT94 Yamaha) ocupado em outras margens, junto com nosso Moreno Codeluppi (Honda No Limits) hoje Mandy Kainz é o mais longo servindo como gerente de equipe do FIM EWC. Quando ainda eraManfred Kainz”Sem qualquer diminutivo, como piloto participou nas primeiras corridas de Endurance em 2001, competindo na sua primeira temporada completa no campeonato mundial em 2002. De ano para ano o que era reconhecido na época simplesmente como “Yamaha Áustria“, que ao longo dos anos se tornou YART (sigla para Yamaha Austria Racing Team), subiu repentinamente na classificação da especialidade. Conquistando o apoio da matriz com todo o mérito e título, ainda nas 8 Horas de Suzuka como equipe de referência, conquistando duas pole positions (2012 e 2013) com aquele mitológico Katsuyuki Nakasuga.
YART ETERNO INACABADO
Apesar deste apoio e de um primeiro título mundial conquistado (com as 24 Horas de Le Mans) em 2009 com o trio Igor Jerman, Steve Martin e Gwen Giabbani, a YART permaneceu sem vitórias por um período prolongado. Mesmo 9 anos sem vitória de etapa, com a falta de acertos terminando apenas nas 8 horas do SlovakiaRing 2018. Tudo isso com má reputação: uma equipe que, por vezes com a disponibilidade de motos de Fábrica, foi protagonista quando menos contado (as qualificações) e depois cumprimentar a empresa concorrente. Estranho, muito estranho para uma realidade que entretanto cresceu desproporcionalmente. Paralelamente à equipa de corrida envolvida no EWC, a YART estabeleceu-se como um dos sintonizadores Yamaha mais apreciados do mundo. As equipes de clientes contam com o Sr. Kainz para a preparação de seu R1, R6 e assim por diante. Uma empresa verdadeiramente de sucesso, fruto de muito trabalho e daquele perfeccionismo teutônico.
O PONTO DE VIRADA NA RESISTÊNCIA
Com a saída da GMT94 para os Campeonatos Mundiais de Supersport e Superbike, a YART tornou-se, para todos os efeitos, a única equipa oficial da Yamaha em Endurance desde o Bol d’Or 2018. De presente chegou o nosso Niccolò Canepa, não só criador de sucessos memoráveis (as 8 horas de Sepang vencidas sozinho em 2019 ficarão na história), mas também de uma reconstrução interna que contribuiu para a conquista do resultado. O próprio Canepa queria fortemente a definição de uma formação estável, não variável de corrida para corrida. Juntamente com Marvin Fritz e Karel Hanika o trio do R1 #7 é (de longe) o mais forte e completo do FIM EWC. Eles são uma equipe, são uma família (Fritz e Hanika agora são… cunhados!), confiam um no outro.
O TÍTULO MUNDIAL DE 2023
O culminar desta nova fase do YART veio este ano com a conquista de um título merecido, potenciado pelo pódio nas 24 horas de Le Mans e, sobretudo, pelo sucesso nas 24 horas de Spa-Francorchamps. Poderia ter chegado ainda mais cedo, não fosse (ver época 2019/2020) uma série de circunstâncias verdadeiramente infelizes e inapeláveis. Finalmente Campeões, finalmente conquistando o número 1 para trazer no próximo ano com a mesma equipe e programa esportivo.
DOIS OBJETIVOS: SUZUKA E DAYTONA!
Mas há mais. Além de quererem reconfirmar-se como campeões do FIM EWC, a YART estabeleceu dois objetivos para 2024. Por um lado, alcançar aquele pódio nas 8 Horas de Suzuka que representa um verdadeiro tabu (as desilusões dos últimos dois anos ainda doem). ..), por outro, vencendo o Daytona 200. Mandy Kainz, que entretanto já não tem os cabelos grossos dos seus primeiros dias devido ao stress como chefe da equipa de Endurance, manteve a promessa aos seus pilotos. Canepa, Fritz e Hanika estarão de facto no início da Daytona 200 do próximo ano com três R6 distintos, o prémio pela conquista do título mundial de Endurance. Marvin e Karel já participaram nos últimos dias numa corrida de teste no contexto ASRA e nem é preciso dizer que conseguiram vencê-la. Real “apaixonado”A do senhor Kainz, capaz até de se estender além do Atlântico.