Em Novembro passado, de forma algo surpreendente, por ocasião da última ronda do ARRC disputada em Buriram, circulou no paddock a notícia da possível participação da Yamaha Tailândia no Campeonato do Mundo de Supersport. Na indiferença geral, após quatro meses este projeto tornou-se uma realidade. Com Anupab Sarmoon e Apiwath Wongthananon, a filial tailandesa de Iwata estará presente durante toda a temporada do campeonato. Um programa abrangente e prospectivo, com o objetivo representado pelo Campeonato do Mundo de Superbike no futuro a curto-médio prazo.
YAMAHA THAI ENTRE SUPERSPORTS E SUPERBIKES
Esta é a notícia. A Yamaha Thailand Racing Team não quer aparecer como um “meteoro” do paddock, mas ele planeja ficar aqui por vários anos. Uma chegada bastante discreta ao Supersport, olhando para a evolução do circo dos derivados da série. Aguardando (por que não) o lançamento da nova Yamaha R9, olhando para uma possível chegada às Superbike no futuro. Por outro lado, os mesmos pilotos, com a R1, têm competido nacional e internacionalmente, sejam os (2) campeonatos tailandeses de motociclismo ou, precisamente, o ARRC.
DO ARRC AO CAMPEONATO MUNDIAL DE SUPERSPORT
Anupab Sarmoon, 29 anos, natural de Chiang Mai, está de volta de uma boa temporada na ASB1000, a Superbike do Campeonato Asiático de Corridas de Estrada. Ele terminou em terceiro no campeonato, vencendo uma corrida (a primeira em Sepang-1), batendo seu companheiro de equipe Apiwath Wongthananon logo no final. Se Sarmoon tem palmares internacionais incluindo dois sucessos (2016 e 2017) com a Yamaha Tailândia nas 4 horas de Suzuka ST600, “Carimbo” Wongthananon (nascido em 1994) até jogou no campeonato mundial de MotoGP. De fato, com uma bolsa da Yamaha, ele correu com a equipe VR46 no CEV Moto3 para depois competir em alguns wild cards mundiais em 2018. Campeão do AP250 de 2016 (o Supersport 300, mas com 250 cilindradas, do ARRC), desde 2019 ele está entre as Superbike, muitas vezes vencendo seu companheiro de equipe na pátria.
NA COMPARAÇÃO INTERNA
Os dois tornaram-se protagonistas de uma acalorada rivalidade pela conquista dos campeonatos nacionais, registando em simultâneo confrontos-confrontos na ARRC. Precisamente em Buriram, em novembro de 2022, Sarmoon, potencialmente ainda na disputa pelo título, perdeu um tempo precioso na corrida decisiva devido a um contato causado pelo próprio Wongthananon. Não é tão bonito quanto a foto.
YAMAHA R6 PREPARADO DA TEN KATE
A dupla da Yamaha Tailândia fará sua estreia este ano no World Supersport e o fará com um pacote técnico de alto nível. Concretamente, a disponibilização de dois R6 flamejantes preparados por Ten Kate, com a equipa holandesa que irá também oferecer apoio contínuo, recursos técnicos e humanos à causa. O objetivo é ganhar experiência, a partir das respostas do dia de testes de hoje em Phillip Island, que viu Wongthananon terminar em décimo sexto a um fio de cabelo de Jorge Navarro, Sarmoon também décimo oitavo. No entanto, ainda à frente de pilotos mais estabelecidos no paddock, como John McPhee, a fábrica da Triumph Harry Truelove, Bahattin Sofuoglu e a dupla MIE Honda.
RESPOSTA A HONDA E CHANTRA
Este programa esportivo também é uma espécie de resposta da Yamaha à atenção da mídia focada em Somkiat Chantra no país natal. Sempre um piloto Honda, como é conhecido”kong” estabeleceu-se como o primeiro piloto tailandês a vencer um Grande Prêmio de MotoGP. A luta pela supremacia de uma fatia importantíssima do mercado também passa pelo esporte…
TAILÂNDIA ENTRE SUPERBIKES E SUPERSPORTS
É preciso dizer que a participação de Wongthananon e Sarmoon não é a primeira dos motociclistas tailandeses entre os derivados da série. Ainda hoje está gravada na memória dos adeptos a sensacional afirmação de Ratthapark Wilairot em casa em Buriram na ronda do Campeonato do Mundo de Supersport 2015. No entanto, a tradição tailandesa faz-nos recuar ainda há 30 anos, quando os impronunciáveis Charoensukhawatana Nattavude e Saen Choeisak (este último com as cores Yamaha IRC Tailândia) competiu em alguns wild cards mundiais de Superbike em 1990. O primeiro é também um verdadeiro indivíduo mitológico: venceu a corrida de Superbike 3 vezes no Grande Prémio de Macau (1989, 1991, 1993 ) antes de passar, com sucesso, sobre quatro rodas.
