Álvaro Bautista também não precisava de vencer esta, porque o segundo Campeonato do Mundo de Superbike está agora no gelo. Mas os campeões são assim, o seu ego vive de desafios contínuos, não de cálculos. Contra um Toprak Razgatlioglu perfeito, o piloto da Ducati teve que inventar alguma verdadeira magia na última curva para vencer a Superpole Race. Ele mudou de trajetória, ganhou impulso incrível e conseguiu ultrapassar o rival logo sob a bandeira quadriculada. A vantagem é de apenas 192 milésimos. Claro que o Panigale é um míssil, mas só se o explorares até ao limite (desta vez: até um pouco além…) como só o Alvarito consegue fazer. Toprak não aceitou bem: quebrou a carenagem com o punho num gesto de raiva, assim que percebeu sua derrota. Mas ele não poderia fazer mais do que isso. “Dei tudo, em todos os cantos, ele passou por mim com muita facilidade, estou com muita raiva”.
Bautista iguala o placar com…Fogarty
Bautista está agora com 55 pontos de vantagem no Mundial. Para comemorar antecipadamente aqui em Portimão deverá ganhar mais sete em Toprak na corrida 2, que começa às 15 horas, hora italiana. Mas são ninharias, a Ducati já o fez, entretanto já celebrou o Campeonato de Construtores. Com este sucesso Bautista iguala os 55 triunfos de Carl Fogarty com a marca italiana. Claro, agora há uma corrida extra todo fim de semana, mas Álvaro só passou três temporadas com os Reds.
Jonathan Rea, que erro
Ele aguardava ansiosamente a corrida sprint, contando com a possibilidade de competir com os outros dois com a opção de borracha SCX, a mais macia disponível neste fim de semana. Mas Jonathan Rea eliminou-se na curva 4, tentando ultrapassar um excelente Andrea Locatelli por dentro. A Kawasaki escapou, assim como o outro Ninja de fábrica de Alex Lowes, que estava logo atrás dela. Uma queda dupla que fez a caixa de Akashi cair em desespero. Locatelli conquistou o terceiro lugar, afastando Gardner e Lecuona.