Depois de duas rodadas do calendário de Superbike de 2024, a classificação coloca Álvaro Bautista na segunda posição com 75 pontos, -12 atrás do companheiro de equipe Nicolò Bulega e no mesmo nível de Alex Lowes. Há um ano, ele estava com 112, após os dois primeiros fins de semana de corrida, venceu cinco das seis mangas (aposentadoria na Superpole Race na Indonésia) e era dominante. Agora a situação é diferente, mas o atual campeão dará tudo para conquistar o terceiro título mundial da categoria. Em Barcelona ele voltou a pilotar como gosta, por isso não pode ser subestimado.
Superbike, Bautista e problemas físicos
Certamente o nível do grid de SBK é maior em 2024 e houve algumas mudanças em termos de regulamentos, mas devemos considerar também a lesão sofrida pelo espanhol no teste de Jerez no final de outubro de 2023. Ele voltou a falar sobre isso em entrevista concedida a Manuel Pecino, jornalista que colabora com o site Motosan.es: “Foi uma queda feia. Fiz uma subida na última curva, onde a pista estava um pouco úmida. Assim que acelerei, a moto me jogou para cima e caí de cabeça. Eu nem tive tempo de colocar as mãos nele. No dia seguinte me senti um pouco irritado, mas não dei muita importância. Quando a área começou a ficar um pouco inflamada e se formou uma hérnia, comecei a perder força no braço. Em Sepang eu queria morrer. O que era para ser um sonho virou pesadelo“.
Não foi fácil para Bautista recuperar completamente, demorou e nos primeiros testes do novo ano ainda não estava 100% físico: “Em Novembro e Dezembro a situação piorou. Em meados de dezembro não consegui dormir à noite por causa da dor. Achei que seria impossível subir na moto daquele jeito. Continuei trabalhando para ver como chegaria aos testes, onde não estava 100% e não podíamos trabalhar na moto nem nada. Até a primeira corrida não consegui rodar sem desconforto ou limitações. Agora estou bem, pelo menos na moto, porque no dia a dia ainda existem alguns problemas que vou resolvendo aos poucos“.
Alvaro ainda motivado para correr
Mesmo se aproximando dos 40 anos, o piloto da equipe Aruba.it Racing Ducati ainda tem grande motivação para continuar competindo no Campeonato Mundial de Superbike: “Não sei se é por causa de todas as mudanças deste ano, mas minha chama interior acendeu novamente. Fiquei motivado. Gosto de ver o grid competitivo, com jovens pilotos que querem demonstrar e vencer. Quero correr e ser competitivo, continuo tendo vontade e prazer de trabalhar. Em Barcelona redescobri a sensação que tinha perdido antes, quando tive dificuldades para entrar nas curvas e virar a moto. Entre o teste e o fim de semana de corrida entendemos quais eram os problemas e os resolvemos”.
A Ducati nunca duvidou dele quando estava em dificuldades, havia a certeza de que voltaria a expressar-se ao mais alto nível: “A Ducati me conhece – explica Bautista – e ele sabe que não sou de dar desculpas. Se não sou eu quem está funcionando, eu digo. Se for a bicicleta que não funciona, eu direi. Durante os testes de inverno não falei da moto, porque não estava a 100%“. Será um campeonato muito divertido, há muitos pilotos competitivos e a luta pelo título será particularmente interessante.
Foto: Aruba.it Racing Ducati