Sergio Perez em 2020 como Fabio Di Giannantonio hoje

O automobilismo é um lugar doce e cheio de histórias que se tornam realidade, mas também é feito de ansiedades e de um amanhã que pode não existir. A história de Fabio Di Giannantonio este ano na MotoGP nos conecta a outro evento que aconteceu na Fórmula 1 em 2020. Em 2020, após a vitória em Sakhir, Sergio Perez ficou sem contrato para o ano seguinte, estava fora de seu mundo, mas uma equipe veio ao resgate para salvá-lo. Essa história afetou muito o meio ambiente, tanto que muitos clamavam por um monolugar para 2021 para Sergio. O carro que ele tinha e sua história na F1 ainda não acabou.

2020 é o ano negro da Fórmula 1, mas também para Sergio Perez

Todos nos lembramos de 2020, um ano dramático em muitos aspectos, especialmente devido ao surto da pandemia de Covid-19. A pandemia bloqueou tudo e com ela também o início da temporada de Fórmula 1. O ano começou em julho em Spielberg, na Áustria, e foi marcado por muitas corridas duplas no mesmo circuito. Sergio Perez correu pela Racing Point, com resultados muito bons. O RP20 teve um bom desempenho, tanto que o mexicano sempre marcou pontos antes da dobradinha do Bahrein. O único problema ocorreu nas duas consultas perdidas devido ao teste positivo para Covid. Sua temporada estava, portanto, indo bem, a menos que ele soubesse que a Racing Point não estaria mais lá a partir de 2021.

A equipe se chamaria Aston Martin e teria como portadores: Lance Stroll e Sebastian Vettel. O primeiro é filho do dono do time e já estava no time, então sua vaga permaneceu segura. Já Perez perdeu a vaga em detrimento de Vettel, que, após se separar da Ferrari, buscava novos estímulos para encerrar sua fabulosa carreira. Sergio estava, portanto, fora, como costuma acontecer neste mundo. Não parece haver lugar para ele numa equipe de Fórmula 1, mesmo que os resultados cheguem. A temporada anterior a essa parada no Oriente Médio o viu subir ao pódio na Turquia, na polêmica corrida de Istambul.

O GP de Sakhir salva a carreira de Perez

O Bahrein, como mencionado, foi palco de duas corridas naquele ano, a primeira no circuito clássico que não trouxe sorte ao piloto mexicano. Mesmo que a memória daquela corrida seja toda sobre o grave acidente de Romain Grosjean. O segundo, porém, foi um verdadeiro thriller que o fez sair com um sorriso. O GP de Sakhir foi realizado sempre na mesma pista, mas com traçado diferente. A corrida já parecia destruída para Perez na primeira volta, quando ele colidiu com Charles Leclerc e quebrou o nariz do carro e foi forçado a voltar aos boxes. Sergio fará a última volta, mas graças aos Safety Cars e ao desastre na Mercedes que privou George Russell da vitória na estreia com a flecha de prata, o mexicano volta ao jogo.

Perez, que sempre foi bom no manejo dos pneus e nas ultrapassagens da maneira certa, se vê liderando a corrida após a parada forçada do britânico devido à colocação de pneus em sua Mercedes por Valteri Bottas. Sergio Perez alcançou assim a primeira vitória da carreira, desempregado depois de um teste que o viu rodar em último na primeira volta. Aquela corrida representa toda a carreira de Perez até então, um verdadeiro parque de diversões de emoções, emoções que se misturam à sua primeira vitória na Fórmula 1 e à quase certeza de não fazer parte daquele campeonato a partir de 2021.

Sergio Perez encontra sua vocação no final da temporada como Fabio Di Giannantonio este ano

Checo esteve muito perto de deixar a Fórmula 1 após 10 anos, após correr por equipes como Sauber, McLaren, Force India e depois Racing Point após a mudança de nome e gestão da equipe indiana. Em 18 de dezembro de 2020, portanto 12 dias após seu primeiro triunfo no campeonato mundial, Sergio Perez tornou-se piloto oficial da Red Bull, substituindo Alexander Albon. O mexicano desempregado encontra-se numa grande equipa, com a qual pode realmente dar o grande salto. Uma finalização como a deste ano para Fabio Di Giannantonio que, tendo perdido o lugar na equipa Gresini no MotoGP devido à chegada de Marc Márquez, ficou sem selim para 2024. O romano não correrá numa equipa oficial como aconteceu com Perez, mas irá para a equipa VR46, depois de, coincidentemente, ter vencido a sua primeira corrida de MotoGP como desempregado no Qatar. A esperança é que Diggia possa ter a mesma sorte que Sergio, na verdade, talvez até um pouco mais.

FOTO: Fórmula 1 social