O teste de MotoGP em Valência representou um novo começo para Alex Rins, que se estreou na Yamaha. Depois de uma temporada conturbada por problemas físicos já conhecidos, teve a oportunidade de experimentar a M1 e conhecer a nova equipe. Ainda é cedo para fazer julgamentos, mas o piloto catalão está muito motivado pelo facto de voltar a correr por uma equipa oficial e assim estar directamente envolvido no desenvolvimento. Na Honda, correndo pela formação satélite LCR, ele não se sentiu suficientemente ouvido.
MotoGP, teste de Valência: avaliação de Rins
No final do teste em Espanha, Rins disse estar bastante satisfeito com o seu primeiro contacto com o mundo Yamaha: “Foi muito bem – relata Marca – e estou feliz. Foi um teste muito positivo, não tentámos mil coisas e simplesmente dividimos o dia em duas partes. De manhã usei a moto de corrida do Quartararo e fiz muitas voltas para me adaptar a ela. À tarde trabalhamos a aerodinâmica, trouxeram dois pacotes e gostei muito de um, me senti bem mais confortável. A roda ficou mais no chão, houve maior estabilidade. Eu estou feliz“.
Há muito trabalho a fazer, mas o barcelonês de 27 anos teve ótimas impressões ao dirigir a M1: “Nas primeiras voltas tive um grande sorriso. Notei algumas diferenças em relação à Honda, mas não sei dizer quais porque não deixam. Porém, vejo todos muito ocupados, é preciso lembrar que venho de uma equipe satélite e isso é oficial. Muito mais gente, mesmo em comparação com a Suzuki por exemplo, que me ouve e está atenta“.
Alex confiante sobre o futuro na Yamaha
Na garagem da Yamaha sente-se à vontade e pronto para colaborar com o seu novo companheiro de equipa Fabio Quartararo para trazer a marca Iwata de volta ao topo: “Fabio e eu temos que fazer um ótimo trabalho. Devemos estar unidos. Quando nos conhecemos, fizemos comentários semelhantes. Ele tentou algumas coisas mais do que eu. Seguindo na mesma direção podemos fornecer muitas informações e melhorar a moto. O ambiente na garagem é bom, me receberam de braços abertos e estou feliz por ter me sentido à vontade“.
Rins também explicou onde devem ser tomadas medidas para melhorar o M1: “Precisamos tentar deixar a eletrônica mais ao meu gosto. A resposta da moto foi boa volta após volta, mas é um pouco diferente daquilo a que estou habituado. Não posso fazer comparações com a Honda, mas comparado com a Suzuki com esta moto consigo travar muito mais forte e entrar melhor nas curvas“.
Foto de : Yamaha Racing