MotoGP, Pedro Acosta confessa: “Chorei muito em 2022”

Pedro Acosta será o único estreante no MotoGP em 2024 e não faltam expectativas para ele. Sendo um piloto extremamente talentoso e apontado como um campeão seguro até mesmo da classe superior, é inevitável. Ele, a equipe GASGAS Tech3 e a KTM terão que ser bons em administrar a pressão. No primeiro ano em uma nova categoria sempre há muito o que aprender e momentos complicados não faltam, mas é importante saber enfrentá-los e sair mais forte.

MotoGP, Acosta e a incrível estreia na Moto3

Acosta chegou ao mundial de MotoGP em 2021 e como estreante sagrou-se campeão de Moto3, surpreendendo de imediato: “Cheguei na Copa do Mundo – contou no documentário DAZN intitulado ‘Pedro Acosta, obligado a ganar’ – e depois de sete corridas me listaram como campeão mundial. Quem tinha que vencer era eu. Um cara que chega em uma KTM oficial e com a Red Bull atrás, você não leva ele lá para deixá-lo aprender. Você foi colocado lá para vencer. Senti falta de coisas como curtir uma equipe pequena que te faz crescer aos poucos até o primeiro pódio. De repente eu apareci no campeonato e a partir daí não consegui mais parar“.

O piloto da Mazarron fez uma estreia surpreendente na Moto3 e não foi fácil gerir tudo sem ter muita experiência, mas conseguiu fazer bem: “Se eu não tivesse ganhado o título naquele ano – ele admite – Acho que todos ficariam desapontados. Minha carreira não teria continuado como está agora“.

O difícil primeiro ano na Moto2

Depois do título do Campeonato do Mundo conquistado na classe baixa, Pedro pressionou-se e ambicionou triunfar também como estreante na Moto2: “Em 2022 queria ser campeão mundial novamente. Não fui às corridas por outros motivos, estava confiante de que conseguiria. Mas não comecei como gostaria. Aconteceram algumas situações que me fizeram questionar se isso era possível. Foi difícil administrar a cabeça. Muita coisa aconteceu em três meses e houve mais pressão“.

As sete vitórias de Acosta em Grandes Prémios na classe intermédia foram complicadas e houve momentos de desânimo: “Chorei muito naquele momento. Não entendi nada, não entendi o que estava acontecendo na minha vida e no campeonato. Não pensei em me aposentar, mas pensei se valia a pena. Acho que no verão de 2022 a lesão me ajudou muito a entender que era importante me movimentar e mudar meu ambiente. Eu via as coisas de forma diferente. Eu precisava de alguém que me empurrasse e me desse energia, porque eu estava em um ponto em que estava farto de tudo. Naquele ano talvez eu pudesse ter dito ‘Tudo acaba aqui’, mas não tinha motivos para dizer isso. Estes últimos dois anos e a figura de Albert Valera me fizeram ver as coisas com bastante clareza“.

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