Para Enea Bastianini o Grande Prémio de Portimão foi um acontecimento especial. Aliás, em Portugal não só se sagrou campeão do mundo de Moto2 em 2020, como também sofreu uma lesão grave no início do último campeonato. Ele queria se sair bem e foi isso que aconteceu. Ele conquistou a pole position e na corrida de domingo subiu o segundo degrau do pódio, resgatando uma corrida sprint que terminou na sexta posição. Ele está em terceiro na classificação geral, -21 atrás do líder Jorge Martin e 2 pontos à frente de seu companheiro Pecco Bagnaia.
MotoGP Portimão, análise de Bastianini
O piloto oficial da Ducati falou à Sky Sport MotoGP sobre a sua corrida: “Depois do sprint eu queria me redimir. Foi uma boa luta e acreditei até ao fim, mas o Jorge pressionou muito e tive que me contentar com o segundo lugar. No início da corrida estava definitivamente um pouco mais nervoso do que ele, cometi muitos erros. Na curva 5, fui comprado. Aí o Martin foi perfeito, nunca errou e foi impossível vencê-lo. Além disso, foi difícil ultrapassar Vinales, porque no T4 ele foi mais forte que eu“.
Bastianini é um candidato ao título? A sua esperança é óbvia, embora ainda seja cedo para falar muito sobre como a temporada irá evoluir: “Espero que sim. Penso que encontrámos uma boa base, estamos a trabalhar da forma certa e estou a divertir-me com a Desmosedici GP24. O campeonato é longo, ainda temos muito que provar. Perdi a volta mais rápida, mas consegui de volta. Estou 95% feliz“.
Pernat e o futuro de Enéias
Carlo Pernat, treinador de Bastianini, também esteve presente em Portimão, convencido de que esta temporada veremos o rimini muito forte depois de um 2023 complicado: “Este é o ano em que o vejo mais preparado tanto física como mentalmente. Eu o vejo como competitivo, ele sabe que é um ano importante e que tem que disputar o mundial“.
Se a Ducati decidisse transferi-lo para a equipe Pramac em 2025, Enea aceitaria ou daria uma olhada? Pernat é claro: “Ele olhava em volta e já estamos olhando em volta. Seria a quinta opção ir para um time não oficial, com todo o respeito. Penso que saberemos o que acontecerá em Mugello. Falei com Dall’Igna, ele me disse para ficar calmo e não procurar outras coisas, mas vamos tentar procurar mesmo assim (risos, ed.). Ele, Martin e Marc Márquez competem pela equipe oficial da Ducati“.
Foto: Ducati Córsega