MotoGP: Antes de Miller, Valentino Rossi também está entre os pilotos com três bandeiras

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No Campeonato do Mundo há quem se mantenha ‘fiel’ a uma só marca e quem em vez disso se lance a um novo desafio. Com uma boa dose de risco, já que nunca é fácil se adaptar a uma moto diferente. Na era do MotoGP houve vários pilotos que competiram em temporadas completas por vários fabricantes diferentes. Neste caso, vejamos quem correu por três marcas diferentes, uma ‘chegada’ a que também Jack Miller vai chegar, em 2023 com a KTM depois de anos de experiência na Honda e sobretudo como piloto da Ducati. Vamos ver se ele consegue bons resultados também com o fabricante austríaco… Mas antes disso, você lembra quem o precedeu e como foi? Vamos revisá-los todos, a primeira parte.

Alex Barros (Honda/Yamaha/Ducati)

O melhor brasileiro de todos os tempos na MotoGP também esteve entre os protagonistas da MotoGP. Cinco temporadas na súmula para ele com três marcas diferentes, obtendo resultados não de todos. Em 2002, 2004 e 2005 o vemos em ação com a Honda, com a qual conquista três vitórias, as únicas na classe herdeira das 500cc, e outros nove pódios. Em 2003, porém, disputou seu único ano com a Yamaha, tendo como melhor resultado um 3º lugar na França. Finalmente, 2007 com a Ducati na súmula após uma temporada de Superbike: também terminou no pódio com os Reds, sendo precisamente 3º no GP da Itália.

Carlos Checa (Yamaha/Ducati/Honda)

O então campeão mundial de Superbike disputou seis temporadas completas na categoria MotoGP. A maioria destes com as cores da Yamaha, precisamente de 2002 a 2004, mais 2006, obtendo um total de cinco pódios. Em 2005 conseguiu o seu único ano com a Ducati, conquistando mais dois pódios. A temporada de 2007 vê Checa em ação com as cores da Honda, mas é uma marca com a qual ele nunca estará no pódio. De facto, os melhores resultados foram dois sextos conseguidos em Jerez e Misano.

Shin’ya Nakano (Yamaha/Kawasaki/Honda)

Um dos lendários pilotos nipónicos, no MotoGP de 2002 a 2008. Pela ordem, falamos de dois anos com a Yamaha, três com a Kawasaki e por fim outros dois com a Honda. Em termos de resultados, nada surpreendente chegou, mas não foram necessários para que ele entrasse no coração dos apaixonados por duas rodas. Só para lembrá-los, seus dois únicos pódios aconteceram com a marca fora da atual categoria rainha: ele foi 3º no GP do Japão de 2004, 2º no GP da Holanda de 2006.

Loris Capirossi (Honda/Ducati/Suzuki)

Ele esteve entre os protagonistas do MotoGP de 2002 a 2011, ano em que se aposentou das corridas. No primeiro ano da nova categoria está em ação com a Honda, obtendo dois pódios. Da temporada seguinte até 2007, porém, manteve-se fiel às cores da Ducati, com as quais obteve os seus melhores resultados. Ao todo contabilizamos seis vitórias e mais 16 pódios, em 2006 ele completa o pódio do campeonato mundial. Seguiram-se três anos com a Suzuki, com os quais alcançou apenas um pódio, antes de regressar à Ducati para uma última difícil temporada mundial.

John Hopkins (Yamaha/Suzuki/Kawasaki)

O atual treinador da American Racing Team na Moto2 correu no MotoGP de 2002 a 2008, antes do período das Superbike. No primeiro ano da nova classe máxima corre com a Yamaha, o último será com a Kawasaki, enquanto o período da Suzuki é pelo meio. Os seus melhores resultados chegaram precisamente com a marca Hamamatsu, melhor dizendo o seu único pódio na categoria rainha. ‘Hopper’ consegue três terceiros lugares e um P2, todos na temporada de 2007.

Toni Elias (Yamaha/Honda/Ducati)

O piloto espanhol correu continuamente no MotoGP entre 2005 e 2009, além da temporada de 2011, a última completa na categoria. O ano de estreia será o único com a Yamaha, sendo o 6º lugar na Turquia o seu melhor resultado da temporada. Segue-se o período Honda, com o interlúdio de um ano na Ducati, 2008, em que conquista dois pódios. Com a Ala Dorata, em vez disso, virá sua única vitória, obtida em Portugal em 2006, além de outros três pódios em 2007 e 2011.

Randy De Puniet (Kawasaki/Honda/Ducati)

De 2006 a 2013 em tempo integral na categoria rainha, mas contamos apenas o período do MotoGP, portanto não contamos a experiência da CRT. Para o piloto francês contamos os dois primeiros anos junto com a Kawasaki com um pódio na súmula (Japão 2007), seguidos de três anos com a Honda. Um único pódio também neste período, precisamente na Grã-Bretanha em 2009, enquanto 2011 será o único ano com as cores da Ducati. O 6º lugar na Austrália é o seu melhor resultado da temporada com o fabricante italiano.

Conjunto Gibernau (Suzuki/Honda/Ducati)

Com certeza um dos melhores “reis sem coroa” visto no MotoGP, categoria em que o vimos de 2002 a 2006. Ele também havia iniciado a temporada de 2009, mas permaneceu no meio da despedida do principal patrocinador da equipe. Ele correu com a Suzuki em 2002, apenas tocando no pódio uma vez, depois viveu seu melhor período com a Honda. No biênio 2003-2004 foi vice-campeão mundial com 8 vitórias e outros 12 pódios, em 2005 obteve os últimos quatro pódios de sua carreira. De facto, nenhum chegará com a Ducati, com a qual está em acção num difícil 2006 marcado por uma grave lesão.

Valentino Rossi (Yamaha/Honda/Ducati)

Três marcas também para o nove vezes campeão mundial, no MotoGP de 2002 a 2021, ano da sua aposentadoria. Na súmula estão duas temporadas com a Honda (2002-2003), com as quais conquistou dois títulos mundiais, enquanto os dois anos passados ​​com a Ducati (2011-2012) não foram tão memoráveis. Mesmo que ainda contemos três pódios. O resto da sua carreira foi com a Yamaha, durante a qual alcançou os seus melhores resultados de sempre. Outros três mundiais chegaram, além de vários vice-campeonatos e tricampeonatos mundiais, sem contar os duelos acalorados com os adversários no campeonato. Ele ficou no pódio até a temporada de 2020, embora o desempenho geral tenha começado a cair significativamente já em 2019, até sua despedida do Campeonato Mundial no ano passado.

Final da primeira parte, seguirá a segunda parte com os demais protagonistas.

Crédito da foto: motogp.com

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