O Grande Prémio da Malásia chega e os holofotes também estarão em Álvaro Bautista, que regressa ao MotoGP como wild card da Ducati. Obviamente, há muita curiosidade para ver como ele se sairá. Ele fez dois testes em Misano com a Desmosedici GP23, então teve uma ideia de como o protótipo bolonhês mudou em relação a 2018, seu último ano na categoria. Resta aguardar os testes de sexta-feira para as primeiras impressões.
MotoGP Malásia, os objetivos de Bautista
Bautista está feliz por voltar a competir no MotoGP, mas não se pressiona e não traça objetivos específicos: “Chego sem grandes expectativas em termos de resultados. Neste campeonato estão todos muito próximos, o nível é alto. Estar a 6-7 décimos do líder seria positivo para mim, mas significaria terminar em 20º. Não quero ter expectativas, só quero encontrar uma boa sensação com a moto, sentir-me confortável e forçar o máximo que puder. Eu ficaria feliz em atingir esse objetivo“.
O bicampeão mundial de Superbike voltou a explicar porque preferiu correr em Sepang e não em Valência, onde terá lugar o último GP: “Queria aproveitar esta oportunidade e não confiava em mim mesmo para o fazer em Valência no final de Novembro. Prefiro Sepang, um circuito que está entre os meus favoritos e onde é mais quente. Com as duas longas retas posso ter uma ajudinha. Não sabia se me iria divertir em Valência, mas Sepang é um bom circuito para mim. Vou tentar repetir as vitórias das 125 e 250cc, porque não?“.
Sem comparação com Pedrosa
Obviamente, Álvaro brinca com a possibilidade de poder lutar pela vitória e sabe que até subir ao pódio será uma missão muito difícil. Está na Malásia para se divertir e nem quer comparações com Dani Pedrosa, que se saiu muito bem nas corridas de wild card no MotoGP entre Jerez e Misano: “São situações um pouco diferentes. O Dani é um teste e já fez muitos quilômetros com a KTM, ele conhece muito bem e teve uma marcha extra. É verdade que lhe faltou um pouco de ritmo de corrida, caso contrário teria feito ainda melhor. Tenho ritmo, mas falta-me experiência com o MotoGP. Não coloco Pedrosa como referência, seria demais“.
Falando dos desafios que terá de enfrentar, Bautista indica um especificamente: “A maior delas é manter a calma das pessoas que acham que posso vencer ou subir ao pódio. Eles estão criando expectativas muito altas. Não tenho pressão em relação ao resultado final. vou tentar me divertir“.
Foto: MundialSBK