Até as boas histórias terminam em algum momento. Antonio Cairoli e KTM são o exemplo mais recente nesse sentido: hoje, de fato, foi oficializado que o multicampeão mundial e a marca Mattinghofen seguirão caminhos diferentes a partir de 2024. Continuam os rumores (não confirmados por enquanto) sobre um possível compromisso do Ás siciliano no próximo projeto da Ducati, que pretende pousar no motocross. Como mencionado, apenas rumores não confirmados, mas a separação entre Cairoli e KTM, uma combinação vencedora mesmo na primeira temporada do ex-piloto como chefe de equipe, apenas revive esta hipótese interessante.
Cairoli e KTM, uma história de campeões
O patti de 38 anos já era bicampeão mundial (em MX2 2005 e MX1 2007, novamente com a Yamaha) quando, em 2010, começou sua história com o fabricante austríaco. Uma parceria destinada a durar muito tempo e que trouxe muita satisfação para ambas as partes. A marca muda, a moto é uma KTM 350 SX-F, mas a história não. Cairoli, de fato, começa reconfirmando a íris obtida no ano anterior na categoria rainha, mas é apenas o começo: o campeão siciliano derrota a competição em sequência até 2014, o primeiro em que a categoria deixa o nome MX1 para se tornar MXGP.
O último campeonato juntos aconteceu em 2017 mas, mesmo que os anos passem e ele não vença mais, Cairoli permanece constantemente entre os protagonistas do Mundial de Motocross. Isso até 2021, quando ele anuncia sua aposentadoria e deixa as corridas, para retornar após um ano de transição e na função de gerente de equipe da KTM Factory. Mais um ano de glória com a consagração do jovem craque do cross Andrea Adamo: uma verdadeira entrega, visto que o destino queria que o retorno do título mundial à Itália ficasse nas mãos de um talento siciliano, assim como Cairoli! Mas agora é hora de mudanças neste último, e uma longa história de vitórias chega ao fim. Veremos qual será o próximo desafio.
Foto: Imagens KTM / Ray Archer