Fabrizio Perotti instrutor em tempo integral “Farei apenas algumas corridas pontuais”

Fabrizio Perotti

Fabrizio Perotti foi durante anos um dos protagonistas do cenário nacional. Nascido em Brescia em 1984, ganhou muitos troféus desde muito jovem. Ele correu junto com Simoncelli, Pirro, Corsi, Canepa e muitos outros campeões. Não chegou ao Campeonato do Mundo nem ao Campeonato do Mundo de Superbike, mas a sua carreira foi repleta de satisfações. Ele ainda detém o recorde em dois circuitos: o de Varano De’ Melegari e o de Franciacorta.

“Aproximei-me do motociclismo graças ao meu pai que tinha competido primeiro no cross e depois na pista – Fabrizio Perotti disse a Corsedimoto – Não fiz a aula de minibike mas comecei com scooters e no segundo ano ganhei o campeonato. Passei então para as 125 e em 2002 tive a oportunidade de participar no Campeonato da Europa que nesse ano tinha sido ganho pelo Marco Simoncelli. Foi uma temporada um pouco conturbada para mim e provavelmente precisava de mais um ano para estar no topo daquela liga. Em 2003 mudei para o Stock 600, mas sofri um acidente nos testes de inverno em Valência. Temporada antes mesmo de começar. Depois voltei às 125 por um ano e desde 2004 tenho corrido a 4 tempos de forma constante”.

Em quais campeonatos você participou?

“Nos vários troféus monomarca, no Mundial STK 1000, no CIV, na Taça de Itália, no Troféu Nacional e ainda fiz uma corrida no Mundial de Supersport mesmo que tenha corrido mal por quebra da moto e ferida. Ao longo da minha carreira ganhei vários troféus, uma corrida CIV Superbike em Misano, e conquistei o segundo lugar no Troféu Nacional 2019. Também competi por dois anos no CEV onde me diverti muito, obtendo excelentes resultados. Na Espanha me sinto em casa“.

O que você perdeu para poder competir em tempo integral em nível internacional?

“Minha história é a mesma de muitos outros pilotos: essencialmente o orçamento. Num ano tens patrocinadores e podes correr com uma boa moto, nos anos seguintes eles são escassos e tens de te contentar em correr com meios inferiores. Porém, se olhar para trás, estou feliz com o que fiz e onde consegui chegar”.

Existe algum episódio que tenha ficado particularmente marcado em seu coração?

“Lembro-me com prazer dos troféus que corri junto com Nuccio Zerbo que tanto me orientou e ensinou quando era jovem”.

O que você estará fazendo em 2023?

“Tenho uma escola, PerotCamp43, organizo cursos e estou muito ocupado com os meus alunos. Não vou participar de um campeonato ou troféu inteiro, mas apenas de algumas corridas no Circuito de Cremona, a pista da qual estou mais próximo com meus negócios. No futuro gostaria de organizar acampamentos na Espanha também, quem sabe”.

Foto: Andrea Soldati

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