Hoje, no Daytona International Speedway, acontecerá o evento mais esperado da temporada AMA Supercross. Este é o 54º Daytona Supercross: aliás o primeiro grande evento que marcou o início das competições do outro lado do Atlântico. Nesta oitava rodada do calendário de 2024 também haverá uma janela para o futuro. De como o Motocross e o Supercross serão caracterizados nos próximos anos.
DUCATI E TRIUNFO EM DAYTONA
Não é por acaso que Paolo Ciabatti, Diretor da divisão Ducati Corse Off-Road, esteja presente no local, fazendo contatos em antecipação à chegada de Borgo Panigale ao AMA Supercross a partir de 2026. Também veremos a Triumph ativamente em ação, engajada no 250cc e, com o lendário Ricky Carmichael, em diversas atuações na pista que leva a sua assinatura”Maior de todos os tempos“. Quer queiramos quer não, a chegada de duas marcas deste calibre garantirá um impulso decisivo a todo o movimento.
NASCE O SEGMENTO DE MOTOCROSS PREMIUM
Do ponto de vista puramente comercial, a Ducati e a Triumph abrirão um novo segmento de motos cross. Pode ser definido como “Prêmio“, topo de gama, pelo menos com base nos pressupostos da sua chegada ao mercado. A Ducati Desmo450 MX será comercializada no segundo semestre de 2025, seguida pela sua irmã menor de 250cc. Além disso, o Triumph já é uma realidade. Ainda nos últimos dias o TF 250-X foi revelado à imprensa internacional, com o 450 chegando o mais tardar no próximo ano.
TRIUNFO ENTRE MOTOCROSS E SUPERCROSS
Entre as duas marcas, a Triumph Motorcycles esteve à frente do seu tempo, estreando-se nas corridas tanto no Velho como no Novo Continente. No AMA Supercross 250cc a Costa Leste já se fez apreciar com Jalek Swoll em Detroit, terminando em sexto no Main Event depois de uma passagem forçada ao Last Chance (vencida). O filho do artista Evan Ferry teve mais azar ao sofrer um acidente assustador na largada. Veremos os dois novamente em ação em Daytona com a Triumph que, o mais tardar na próxima semana, também estreará no Campeonato Mundial de Motocross MX2 sob a bandeira Monster Energy Triumph Racing e a TF 250-X confiada a Mikkel Haarup e Camden McLellan. Ambos já realizaram várias corridas preparatórias para o Campeonato do Mundo de 2024, tendo um bom desempenho, sobretudo em Talavera de la Reina, na primeira ronda do Campeonato de Espanha de Motocross de 2024. Haarup teve o luxo de vencer a corrida de qualificação, terminando em segundo nas duas mangas no domingo.
DUCATI RUMO À ESTREIA
Foi dito que a chegada (ou melhor, o retorno) da Ducati ao Motocross é principalmente uma “rude”Para Pierer Mobility, grupo com o qual está em conflito aberto no lado do MotoGP. Na realidade, Bolonha aponta definitivamente para este passo, com um programa amplo e prospectivo. Nas notícias mais recentes, no dia 17 de março o Desmo450 MX fará sua estreia em Mântua no Campeonato Italiano de Motocross Prestige MX1 com a equipe Maddii e o piloto Alessandro Lupino.
PERSPECTIVAS FUTURAS
A Ducati já esclareceu que esta aposta na série italiana servirá para desenvolver a moto em preparação para o Campeonato do Mundo MXGP (a partir de 2025) e no AMA Supercross (por razões regulamentares, não antes de 2026). Com Tony Cairoli como embaixador, a Desmo450 MX já é uma das cross bikes mais comentadas de 2024, sem ainda ter cruzado o primeiro portão de largada.
DEZ MARCAS COMPARADAS
Quem sabe o que acontecerá daqui a dois anos se, aparentemente, a Ducati garantir uma equipe de alto nível para o Supercross. Comparando-se com Honda, Yamaha, Kawasaki, Suzuki, KTM, Husqvarna, GASGAS, Beta e, de fato, Triumph. É verdade: uma nova era de ouro para o Motocross.