Quase dois anos se passaram desde o início do conflito russo-ucraniano, no motociclismo a FIM confirma a suspensão dos pilotos russos de todos os campeonatos internacionais de motociclismo. Esta foi a decisão tomada na última quinta-feira pela Direção da FIM durante a última reunião realizada em Liverpool, palco neste fim de semana da tão aguardada cerimônia de premiação de todos os campeões mundiais da temporada de 2023. A reabertura, em essência, não ocorreu, embora o internacional Federmoto tenha reiterado que a situação na Ucrânia “continuará a ser monitorado daqui em diante“.
MOTOCICLISMO PROIBIDO AOS RUSSOS A PARTIR DE MARÇO DE 2022
Em março de 2022, poucos dias após o início do conflito na Ucrânia, o Conselho de Administração da FIM anunciou, com efeito imediato, a suspensão de todos os pilotos de nacionalidade russa e bielorrussa de qualquer competição de qualquer especialidade. Depois de dois anos, com a continuação do conflito, a Diretoria da FIM não mudou de ideia. O assunto foi discutido na quinta-feira, mas a decisão permanece inalterada: os motociclistas russos foram banidos de todos os campeonatos internacionais.
A SITUAÇÃO DO MOTOCICLISMO NA RÚSSIA
Mesmo antes da guerra na Ucrânia, o motociclismo russo certamente passava por um momento difícil. Já em 2020, portanto antes do conflito, os pilotos russos viram-se forçados a correr “sem bandeira“devido à proibição de 4 anos anunciada pela WADA para os chamados“Doping estadual”no período entre 2011 e 2015. Um duro golpe especialmente para o“Gladiadores”do Ice Speedway (o Speedway on ice) que puderam continuar correndo, mas sem representar seu país. Entre outras coisas, com isenção concedida pela própria WADA, a rodada de 2020 pôde ser realizada na Rússia, em Togliatti, que sempre foi uma das históricas “capital”de todo o movimento.
QUESTÕES NOS GLADIADORES DO ICE SPEEDWAY
Correr “sem bandeira” por si só não foi o melhor para os gladiadores russos, muito menos para eles nem sequer conseguirem correr. Além disso, numa especialidade onde venceu 38 das 43 edições (18 consecutivas) das Nações disputadas, conquistando repetidos títulos mundiais de 2004 a 2020. A Rússia continua a ser a nação rainha do Ice Speedway, mas que hoje não consegue reafirmar-se como tal devido a esta decisão da FIM.
AS DIFICULDADES DOS GLADIADORES RUSSOS
Isto levou a diversas consequências para os diretamente envolvidos, conforme relatado anteriormente. Alguns deles são profissionais no sentido literal da palavra, outros não. O “símbolo”ganhou ao competir no Campeonato Mundial fez uma diferença real para eles em comparação a se limitarem a participar apenas do campeonato nacional russo. Se o “Ré”do Ice Speedway Daniil Ivanov (4 vezes campeão mundial, também atleta da Red Bull), o campeão mundial de 2020 Dinar Valeev, “Rei do tiro no buraco” Dmitry Khomitsevich e companhia encontraram uma maneira de se virar, outros tiveram que abandonar suas carreiras competitivas. Já recebendo a solidariedade dos seus colegas de todas as outras nações representadas por ocasião da última rodada de 2022 realizada na Holanda, plenamente conscientes de que os gladiadores russos Vladimir Putin só o terão visto na TV.