Dez, doze, quatorze, vinte milhões de euros. A este ritmo, em breve descobrirá que Fabio Quartararo renovou com a Yamaha para as próximas duas temporadas de MotoGP com uma contrapartida financeira igual à nossa última. Aqui, neste aspecto, aproximamo-nos rapidamente da classificação de lenda urbana. A renovação de dois anos do Campeão do Mundo de 2021 com Iwata surpreendeu a todos, ninguém sabia disso, como evidenciado pelo facto de não terem sido lidos ou ouvidos quaisquer avisos prévios sobre o assunto. No entanto, três minutos após o anúncio, números e detalhes eram de domínio público. Obviamente algo não está certo.
RUMORES LOUCOS EM AMBIENTES DE MOTOGP
Se a situação técnica da Yamaha permanecer a mesma até 2026, inclusive, será claramente uma decepção ver Fabio Quartararo condenar-se por terminar entre os 10 primeiros. No entanto, uma renovação deste tipo deverá ser bem recebida por aqueles que têm interesse e paixão pelo MotoGP. “O diabo” ainda na M1 reafirma que, no papel, pelo menos a Yamaha acredita nela e almeja isso. Uma Yamaha envolvida na classe superior, afastando o espectro do abandono, representa uma boa notícia. Além disso, não faltam investimentos e não faltarão, mobilizando-se em torno da figura do motociclista de Nice. Tudo bem, com ressalvas, mas essa renovação incomodou muita gente. Falar exclusivamente do aspecto económico, principalmente a pedido de terceiros (talvezescaldado”desta decisão de Fabio), não beneficia ninguém e não esclarece os motivos que levaram a este acordo.
YAMAHA MOTOGP: SE MUDAR
Na renovação anterior, a Yamaha apresentou a Quartararo um programa de desenvolvimento que, como ele próprio admitiu, era inconsistente com os factos. Desta vez algo parece ter mudado. A casa Tre Diapason investiu mais do que qualquer outra na “campanha de compra” de técnicos (de Max Bartolini em diante) para trazer o M1 de volta ao topo da classe rainha. Há uma mudança de mentalidade, mais “europeia”, essencial para os tempos que vivemos. Há muita coisa entre dizer, planejar e fazer, mas já é alguma coisa.
PRIMEIRO PASSO DE MUGELLO
Será, portanto, interessante saber em Mugello qual será o primeiro e importante desenvolvimento aerodinâmico da Yamaha para a temporada de 2024. Assim como mudará o programa da Equipa de Testes, uma das menos activas no MotoGP, apesar das concessões (KTM, que tem o mínimo, corre além disso). Evidentemente Fabio Quartararo teve bons motivos para ficar. Certamente garantias económicas, falta (talvez) de alternativas válidas, mas também mais. Em primeiro lugar, um elemento que não deve ser esquecido é o facto de ser o piloto mais respeitado da Yamaha (o que não implica “ouviu“) do primeiro Valentino Rossi, o de 2004. Tudo vai girar em torno dele na caixa azul, não mais o mercado de pilotos, do qual se retirou com uma decisão que, pelos rumores vazados por terceiros, evidentemente não foi apreciado e beneficiou outras partes direta ou indiretamente interessadas.