Ao longo da pré-temporada do Mundial de Superbike de 2024, falou-se (e com razão) sobre o retorno de Andrea Iannone, a tão esperada estreia de Nicolò Bulega, as sensacionais mudanças de camisa de Toprak Razgatlioglu e Jonathan Rea, mas também as mudanças regulatórias e e assim por diante. Na verdade, pouco se tem falado sobre Danilo Petrucci, para não dizer nada. Seja pelos testes realizados em claro-escuro, seja porque não houve proclamações triunfalistas da pessoa diretamente envolvida e da equipe Barni. Então chegamos ao primeiro fim de semana de corrida e, na Corrida 2, ‘Petrux‘ leva para casa um pódio, o primeiro em Phillip Island. Com um sabor especial. Principalmente quando pensamos em como, em todos esses anos, o caminho para atingir esse objetivo foi árduo para Danilo.
PODIO SUPERBIKE ESPECIAL PHILLIP ISLAND
Danilo Petrucci disputou a sua primeira corrida em Phillip Island em 2012. Na altura assinou um contrato de três anos com a Iodaracing para correr com a sua CRT no MotoGP, tudo isto depois de ter mostrado do que era capaz no ano anterior em International Superstock 1000 (conquistando o título da categoria italiana). Em 2012, o motociclista de Terni, inevitavelmente para uma CRT longe de ser competitiva, estabeleceu um objectivo geral em todos os fins-de-semana: não terminar em último e, ainda por cima, não sofrer a vergonha de rodar. Só para esclarecer que tipo de temporada o bom Danilo se viu obrigado a viver.
A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA NA ILHA PHILLIP
Naquele Grande Prêmio da Austrália de 2012, Petrucci conseguiu atingir esse duplo objetivo. Com a equipa que, partindo de Misano, mudou para o Ioda-Suter movido pela BMW, terminou em décimo terceiro (terceiro penúltimo entre os classificados) na corrida de Phillip Island, somando 3 pontos, aliás sem ser ultrapassado. No entanto, também nos lembramos de outra coisa daquele fim de semana australiano sobre o herói de dois mundos.
O ELOGIO AO STONER
Em 2012, Petrucci também teve a sorte, como entusiasta do motociclismo, de partilhar a pista com Casey Stoner. Até em Phillip Island, onde o Fenômeno Australiano venceu seu último Grande Prêmio da carreira, deixando mais uma vez todos sem palavras sobre como ele conseguiu interpretar a pista na confluência dos oceanos em sua moto. Sem que ninguém, ainda hoje, tenha conseguido replicar remotamente as suas linhas e velocidade. Petrucci homenageou Stoner com um tweet que rapidamente ficou famoso: “As fases da vida deveriam ser: você nasce, você cresce, você vê um passeio de Stoner em Phillip Island, você se reproduz e depois morre“. Com razão e respeito, para quem se lembra do que Casey era capaz em sua pista.
QUEL GIRO NA ILHA PHILLIP
Danilo ficou extasiado com a volta de Casey Stoner em Phillip Island, mas presumivelmente todos os entusiastas do motociclismo gostariam de ter testemunhado, na íntegra, aquela última volta da Corrida 2 vivida pelo próprio Petrucci. Os dirigentes internacionais persistiram obedientemente no duelo pela vitória entre Alex Lowes e Álvaro Bautista, mas tudo acontecia por trás disso. Três italianos disputando o terceiro degrau do pódio: Michael Ruben Rinaldi, Andrea Iannone e, de fato, Danilo Petrucci. O piloto da Barni Spark Ducati apareceu na última volta em quinto, ou último deste trio. Rinaldi passou então, conseguindo se repetir também contra Iannone, respondendo à sua contra-ofensiva final para chegar à linha de chegada no sprint por apenas 97 milésimos.
LUTADOR DE SUPERBIKE
Uma última volta como lutador, para um lutador de guiador que esta Superbike realmente precisa. Aliás, retomando aquele famoso tweet dele: um dos cíclicos “estágios da vida”É lutar. Petrucci, nas ocasiões em que é necessário usar luvas, nunca se conteve. A nobre arte do motociclismo…