A cada respiração esta Superbike 24 oferece emoções e surpresas. No primeiro fim de semana pós-Jonathan Rea, a Kawasaki conseguiu um sucesso retumbante com Alex Lowes, o maltratado piloto britânico a quem o campeão deixou o pesado legado de reviver uma moto e um projeto que parecia ter ficado à margem do Mundial. Campeonato. Em vez disso, nas dez voltas de Phillip Island tudo se inverteu: Alex venceu na distância, enquanto Rea, que se juntou à Yamaha com grande alarde, lambeu as feridas por um décimo a cinco segundos. Quem poderia imaginar isso?
Fim do jejum
Para Alex Lowes é o terceiro sucesso no Campeonato do Mundo, aguardado há quatro anos: o último anel sempre foi aqui em Phillip Island, quando superou o capitão Jonathan Rea e terminou o primeiro fim de semana daquela temporada no comando do campeonato. O resultado é surpreendente até certo ponto: aqui o britânico sempre foi muito mais rápido do que em outros lugares, além disso a Kawasaki elevou o nível aproveitando as inúmeras concessões regulatórias em relação à temporada passada. Em particular na área do motor: agora o Ninja pode ir até às 15.100 rpm do motor (face às 14.600 anteriores) mas sobretudo houve intervenções na cambota e no volante, graças à possibilidade de modificar os pesos em +/- 20 % (daí a inércia) em comparação com a versão aprovada. Na verdade, agora na reta o Ninja impõe respeito, e como…
Ducati fora do pódio
A primeira Superpole Race do ano foi muito linear: Alex Lowes aproveitou bem a fase central, quando Andrea Locatelli estava empenhado no seu furioso regresso das margens dos dez primeiros, enquanto as Ducatis oficiais de Bautista e Bulega, frescas da corrida de sábado triunfo, permaneceu preso nas garras de Toprak Razgatlioglu. O turco talvez tivesse menos, mas ao travar conseguiu repelir os ataques de Álvaro Bautista, relegado ao quarto lugar, até ao final. Aqui o espanhol sempre fez a diferença com a Panigale V4 R (8 vitórias em 9 corridas) mas no sábado caiu e hoje faltou-lhe o impulso decisivo: ainda é cedo para avaliar o impacto dos seis quilos de lastro, mas certamente não, eles lhe fazem bem.
Iannone, que bagunça!
Andrea voltou a largar muito bem na primeira linha e liderou a corrida exactamente metade da distância. Depois, na Ducati Go Eleven, houve um problema com a aderência esquerda, o que obrigou o antigo piloto de MotoGP a abrandar fortemente e a terminar o esforço na décima quarta posição, apenas pela honra de assinar. A possibilidade de conseguir um golpe sensacional parecia real. Agora, para todos, a última oportunidade fica na corrida 2, que tal como a primeira estará condicionada à paragem obrigatória nas boxes para troca de pneus. Com Alex Lowes na pole position e as Ducatis atrasadas, tudo pode acontecer.
Destaques em nosso canal no YouTube, inscreva-se aqui
