Os testes de MotoGP no Qatar chegam ao fim, encerrando assim a pré-época. Certamente não é nenhuma surpresa encontrar os rapazes da Ducati no topo, nem ler que eles quebraram o recorde. O primeiro foi Marco Bezzecchi após a dupla queda, mas no final o atual campeão de MotoGP Francesco Bagnaia assumiu a liderança, o único hoje abaixo da marca de 1:51! Vários problemas técnicos e acidentes são relatados, incluindo o primeiro de Marc Márquez na sua nova aventura na Desmosedici. Agora só temos que esperar pelo fim de semana de 8 a 10 de março, antes disso foi assim que terminaram os testes oficiais.
Teste de MotoGP em Sepang, horários e novidades da primeira metade do dia
Questão de “pressão”
Durante o último dia de testes de MotoGP, Piero Taramasso, gestor da Michelin, esclareceu ainda mais esta questão. “Pilotos e equipas perguntaram-nos se era possível rever o valor mínimo para a frente” ele explicou à Sky Sport MotoGP. “Analisamos os dados e fizemos diversas simulações. Depois de tudo isso decidimos descer para 1,80 bar em vez de 1,88, o que é uma mudança significativa. Contudo, tendo em conta que estamos a perder margem, pedimos para respeitar esse valor mínimo para 60% da prova, quando no ano passado foi de 50%”. Algo só vai mudar quando formos a Mandalika, Sachsenring e Phillip Island. “Três circuitos onde o pneu está particularmente sob estresse. Por este motivo a pressão mínima será de 1,85 bar”. Também está em análise um novo composto dianteiro duro já testado em Sepang e também trazido para o Qatar. “Se os testes forem positivos, será introduzido este ano a partir de Jerez” disse Taramasso.
MotoGP, o último dia
Não faltaram alguns testes finais. Na Aprilia, por exemplo, Vinales e Oliveira testaram novamente a cauda de 2023, enquanto na Honda os testes continuam tanto nas asas traseiras quanto nas dianteiras. Já a Yamaha chamou a atenção pelo novo escapamento, que é bem mais longo do que vimos até agora. Mas já não testamos muito, o teste desta terça-feira foi útil sobretudo para nos prepararmos para o primeiro GP do ano. Para Joan Mir temos longas pausas nas boxes: infelizmente o piloto da Repsol Honda não se sente muito bem hoje e acalmou-se. O #36 também sofreu um problema técnico (a carenagem abriu), mas depois vimos-no regularmente em ação nos momentos mais importantes do dia, até à queda na meia hora final. Problema técnico também para Miguel Oliveira, ainda bastante atrás na classificação.
Dois dias de testes difíceis de decifrar para o piloto português, que também esteve longe dos seus companheiros de marca que chegaram facilmente ao top 10. O último da lista de problemas técnicos é Brad Binder, obrigado a parar na curva 15 durante o seu simulação de corrida. Dupla queda hoje de Marco Bezzecchi: a primeira na pista, a segunda na entrada do pit lane, onde encontrou alguma sujeira. A nota curiosa é que o porta-estandarte VR46 registou pelo menos uma queda em cada dia de testes entre Sepang e Lusail… Mas os seus tempos subsequentes dizem-nos que hoje ele rapidamente se esqueceu disso. Além dos já citados Marc Márquez e Joan Mir, registamos também quedas de Aleix Espargaró, Jack Miller e Johann Zarco, sempre sem consequências.
2º dia/classificação combinada

Foto: Circuito Internacional Lusail