A All Japan Superbike, em todas as suas diversas facetas regulatórias, sempre representou um assunto exclusivo da “Quatro Grandes“Japonês. As casas europeias arrecadaram pouco ou nada, mas em 2024 algo pode mudar. O ambicioso projeto da Ducati Team Kagayama, com uma competitiva Panigale V4 R confiada ao veloz (no contexto da Terra do Sol Nascente) Ryo Mizuno, poderia reescrever um pouco a história dos tintos no campeonato. No papel, o potencial existe e não faltarão objectivos elevados, a começar por um pódio que está desaparecido há exactamente 30 anos.
NORIYUKI HAGA CRIADOR DO ÚNICO DUCATI PODIUM
Isso mesmo. Em 1994, a All Japan, pela sua classe de topo, passou dos Grandes Prémios de 500cc a 2 tempos para as Superbikes e, de facto, a Ducati viveu a sua temporada com os melhores resultados. A gloriosa Team Foundation, que sempre esteve ligada à empresa, confia a sua última versão 888 (cilindrada de 926 cc) a um jovem de dezanove anos com grandes esperanças que fará o seu caminho no motociclismo: Noriyuki Haga. Ainda não reconhecido como “Nitronori“, em 1994 terminou em 9º no campeonato, mas acima de tudo conseguiu levar a Ducati ao pódio na Superbike Japonesa ainda na segunda volta do calendário disputada no Circuito de Minas (Prefeitura de Yamaguchi).
ÚNICO PÓDIO EM TODAS AS SUPERBIKE DO JAPÃO
Naquela ocasião, Nori terminou em terceiro, precedido apenas por Akira Ryo (o Kawasaki oficial na época) e Wataru Yoshikawa (Yamaha Factory), também aparecendo bem no wild card do mundo SUGO com um décimo segundo lugar na Corrida 2. Essa façanha de Mine ainda representa o único pódio da Ducati na série, alcançado por um piloto que usará as cores oficiais da Ducati Xerox no Campeonato Mundial 2009-2010.
FUNDAÇÃO DA EQUIPE EM EVIDENZA NELL’ALL JAPAN SUPERBIKE
A Yamaha arrebatou Noriyuki Haga da Foundation Team após estes resultados sensacionais, mas a aventura desta realidade continuará nas temporadas seguintes. Em 1995 Yukio Nukumi ainda melhorou a sua posição no campeonato com o 916 (8º) e, novamente em Mine, foi 4º na corrida. Passando para 1996, a equipa de fundação com o próprio Nukumi chegou ao top 10 geral, com a Ducati a colocar três pilotos entre os 7 primeiros na ronda final realizada no SUGO: Yukio Nukumi em quarto seguido por TakahiroTigre‘ Sohwa (também correrá com a Ducati Ferracci na AMA Superbike) em sexto e Makoto Suzuki (Team Katayama) em sétimo.
HITOYASU IZUTSU DUCATISTA
Precisamente em 1996, a Equipa da Fundação confiará um segundo 916 a outro jovem que se dará a conhecer no motociclismo a nível internacional: Hitoyasu Izutsu. Em 1997, como piloto de ponta, exibiu-se com o 916 amarelo, terminando em quinto em Tsukuba e em décimo segundo no campeonato. Basicamente isto representa a última façanha da Ducati nas All Japan Superbike, embora em 1998 Ichiro Asai seja oitavo em Motegi com a mesma moto e equipa.
PRIMEIROS ANOS DIFÍCEIS DE 2000
No início dos anos 2000, a presença da Ducati na série foi limitada a “particulares”que ocasionalmente colhem alguma satisfação parcial. Em 2002, temporada que viu a competição regulatória de três vias entre as novas JSB1000, Superbikes e até os protótipos de MotoGP (não no ranking), Yoshimitsu Hori com um 996 do Team La Bellezza Speed terminou em décimo primeiro lugar geral e sétimo entre os SBKs em Autopolis. A equipe da Fundação estará de volta às notícias em 2003 com Noriyasu Numata em sétimo lugar no SUGO e primeiro entre as Superbikes depois de 6 motos (principalmente de fábrica) preparadas de acordo com as especificações JSB1000.
YOSHIYUKI SUGAI BANDIERA DUCATI NELL’ALL JAPÃO SUPERBIKE
Nos últimos anos, as cores da Ducati no campeonato japonês têm sido defendidas, por vezes de forma admirável, para dizer o mínimo, por um monumento do motociclismo de todo o Japão, como Yoshiyuki Sugai. O ex-HRC e Yoshimura, depois de ter corrido com a equipa PLOT Panthera e um 999R no triénio 2004-2006, alcançando também um sexto lugar em Motegi, irá montar o seu próprio negócio a partir de 2010. Com o seu 1098R irá obter resultados cada vez mais bons: três oitavos lugares em 2010, seguidos de dois sextos em Autopolis entre 2011 e 2012. A mudança para a Panigale trará à Team Sugai Racing Japan alguns Top-10, como no caso de Tsukuba 2013 (10º com o 1199 Panigale S) e SUGO 2014 (9º com a 1199 Panigale R).
RUMO A 2024
Sugai deixou a Ducati em 2016 para representar a Aprilia na série, porém retornando à sua “primeiro amor italiano”em 2021 com uma Panigale V4 R, sem no entanto obter resultados dignos de nota. Este ano, com a Ducati Team Kagayama de Yukio Kagayama e o apoio total da Ducati Corse, a história deverá ser outra…