Com os motores desligados, com a equipa ainda por apresentar (isso só acontecerá no próximo mês de Fevereiro), a chegada da Ducati Corse juntamente com o Team Kagayama no All Japan Superbike (e nas 8 horas de Suzuka) já causou sensação. Um programa deste tipo na classe superior JSB1000, essencialmente inédito, gerou uma contra-ofensiva dos adversários. Se não estava assustado, pelo menos parecia tudo menos indiferente por ter que competir em pista com uma competitiva Ducati Panigale V4 R. Ainda mais se fosse confiado a um piloto rápido como Ryo Mizuno, ainda mais se fosse colocado em campo por uma equipa de alto nível. como o liderado por Yukio Kagayama.
ASSOCIAÇÃO HISTÓRICA DA DUCATI À SUPERBIKE JAPONESA
Os fabricantes japoneses estão habituados a monopolizar a cena nas 8 Horas de Suzuka (nenhum fabricante europeu subiu ao pódio na 44ª edição) e, claramente, na All Japan Superbike. O projeto Ducati Team Kagayama é um acontecimento inédito que não pode passar despercebido. A certeza de que será um programa voltado para o alto é reafirmada pelas escolhas dos diretamente envolvidos. Aluno da HRC que desenvolveu a CBR 1000RR-R para as 8 Horas de Suzuka, Ryo Mizuno deixou a Honda após 11 anos. Sem falar em Yukio Kagayama: para abraçar a causa da Ducati concluiu uma parceria de 33 anos com a Suzuki como piloto, dono da equipa e, nos últimos dois anos, gestor da equipa Yoshimura Suzuki RIDE WIN na JSB1000.
YAMAHA MANTÉM O FUTURO
Certamente a Ducati Team Kagayama vai começar com o pódio em vista, mas será difícil vencer. Especialmente com Katsuyuki Nakasuga chegando em 2023 para ganhar seu 12º (!) título All Japan Superbike da carreira, pronto para defender o primeiro lugar novamente com o R1 da Yamaha Factory Racing. Além de ‘Ré‘do motociclismo da Terra do Sol Nascente, Yuki Okamoto estará lá novamente, com a casa dos Três Diapasões olhando para o futuro. Vários pilotos em potencial testaram recentemente no SUGO, incluindo Akito Haga, filho mais velho de Noriyuki.
HONDA TRAZ TETSUTA NAGASHIMA DE VOLTA À PISTA NA SUPERBIKE DO JAPÃO
O contra-ataque da Honda também é decididamente interessante. Para recuperar a posse de um título que estava desaparecido desde 2017 (na altura com a equipa HARC-PRO e Takumi Takahashi como piloto), foi anunciado que disputará toda a temporada da série Tetsuta Nagashima. O piloto de testes da Honda MotoGP e World Superbike ficou satisfeito: para ele já não são apenas as aparências’ver‘ e a certeza de correr exclusivamente nas 8 Horas de Suzuka, mas também a disputa de toda a temporada JSB1000. O recordista da volta de Suzuka já está entre os legítimos e potenciais candidatos à conquista do título, antes mesmo de saber com qual equipe irá desferir o golpe.
TODO O JAPÃO NA MENTE ECO O DESAFIO PARA A DUCATI
A Ducati Team Kagayama encontrará adversários de alto nível e um desafio extra que também afetará diretamente Borgo Panigale. Desde o ano passado, a All Japan Superbike empreendeu, à frente de todos os principais campeonatos nacionais e internacionais de motociclismo, uma viragem”ecológico” com a adoção regulatória do biocombustível 100% renovável Renewablaze NIHON R100 fornecido pela ETS Racing Fuels. Uma transição que não conduziu a nenhum colapso particular em termos de desempenho (as referências cronométricas permaneceram quase as mesmas), mas sim a um período de adaptação e, para alguns fabricantes, motores KO nos primeiros testes. Será um desafio para os vermelhos de Bolonha no All Japan, especialmente contra o relógio: a temporada de 2024 começará daqui a pouco mais de dois meses em Suzuka…