Um 2023 muito difícil, Enea Bastianini tem um grande desejo de redenção. A sua intenção é demonstrar que é um piloto de topo, que o fantástico 2022 na equipa Gresini não foi apenas um ano “aleatório”. Infelizmente, a época passada começou com uma lesão grave já no primeiro Grande Prémio de Portimão e isso afectou-o fortemente. No Barcelona, uma nova lesão colocou-o novamente em dificuldades e obrigou-o a falhar outros jogos. É verdade que a sensação com a Ducati Desmosedici GP23 não foi das melhores, mas não foi fácil encontrar a velocidade certa com todos os problemas que teve.
MotoGP, a Desmosedici GP24 é um ponto de viragem para Bastianini?
A nova vitória em Sepang deu-lhe uma lufada de ar fresco num 2023 com muitas desilusões e o teste de final de temporada em Valência deixou-o confiante para o próximo ano. Aliás, a nova Ducati Desmosedici GP24 deu-lhe boas sensações: “Encontrei velocidade novamente – disse ele ao La Gazzetta dello Sport – e foi bom reencontrar algum sentimento durante aquele dia. A moto é mais parecida com a que rodei na Gresini. Ao nível do motor há muito empuxo. Deram mais um passo nessa direção, acho que não podemos reclamar. Ainda há algum trabalho a fazer no chassis, mas não tínhamos a moto final. Algo novo chegará à Malásia e também teremos que trabalhar um pouco com a aerodinâmica. No entanto, é uma bicicleta com a qual me senti imediatamente confortável”.
Com o GP23 não conseguiu explorar plenamente o seu estilo de condução, talvez o novo Rossa o pudesse ajudar nesse sentido. Um de seus pontos fortes em 2022 foi a entrada em escanteio, na qual lutou bastante no último campeonato. Voltar a fazer a diferença nesse aspecto seria um grande avanço.
Que futuro para Enéias?
Apesar dos problemas em 2023, a Ducati o confirmou na equipe oficial e ele fará todo o possível para permanecer lá. Ele sabe que terá que largar forte e que o primeiro Grande Prêmio já pode ser decisivo para ele. O seu lugar é particularmente cobiçado, especialmente por Jorge Martin. O espanhol declarou recentemente que merecia a promoção já para 2024 e sublinhou o quão má foi a temporada de Bastianini, já que só teria vencido em Sepang graças à pressão muito baixa dos pneus dianteiros.
O nativo de Rimini não precisa provar nada a Martin, ele tem que obter resultados para si mesmo e convencer a Ducati. De qualquer forma, fazer uma boa temporada também pode abrir outras portas para ele. Em novembro seu empresário Carlo Pernat não havia fechado uma hipótese da KTM, ainda que Brad Binder tenha contrato para correr na equipe oficial até 2026 e o lugar que atualmente pertence a Jack Miller provavelmente irá para Pedro Acosta. Sem esquecer os rumores sobre Marc Márquez. Outra oportunidade poderia ser a Aprilia, que tem a dupla Espargaro-Vinales expirando no final de 2024. Massimo Rivola gostaria de trazer um piloto italiano (e forte) para a equipe. Se o Fera ele terá um bom desempenho na próxima Copa do Mundo, não terá problemas para encontrar uma boa posição para 2025.
Foto: Ducati