Toprak Razgatlioglu e Jonathan Rea travaram grandes batalhas nestes anos de Superbike e querem dar show também nos próximos. Mas com algumas novidades, visto que ambos trocarão de moto em 2024 e há grande expectativa para vê-los duelar. Certamente ao passar da Kawasaki para a Yamaha é o norte-irlandês que parece ter feito uma escolha mais segura para lutar pelas melhores posições. O turco, por outro lado, escolheu o projeto BMW e pode ter dificuldades no início.
Superbike, Rea-Yamaha: os pensamentos de Razgatlioglu
Rea, uma Yamaha, substitui Razgatlioglu, que desocupou o lugar após decidir não renovar o seu contrato expirado. Entrevistado pelo Bikesportnews, o campeão do SBK 2021 voltou a comentar a decisão do rival de ingressar na ex-equipe: “Conversei com ele e o entendo um pouco. Ele quer vencer novamente e ainda é um piloto vencedor. Ok, ele está envelhecendo, mas quer um novo desafio. Mas depois de nove anos com a Kawasaki, se eu fosse ele não teria mudado“.
Embora entenda a decisão que levou Jonny a assinar pela marca Iwata, o turco admite que não teria feito a mesma coisa no seu lugar: “Ele é como um herói da Kawasaki, então eu teria ficado. Porém, eu o entendo e respeito, pois ele pensa em conquistar mais um título mundial. Se ele tivesse ficado, acho que Kawasaki teria trabalhado muito para mudar as coisas e teria voltado forte. Mas nós dois queremos enfrentar um novo desafio“.
O hexacampeão de Superbike não abandonou a KRT levianamente, entre outras coisas ao concordar em celebrar antecipadamente um contrato que expiraria em 2024. Evidentemente, considerava um ciclo concluído e já não via as perspectivas certas para seguir em frente. Ele optou por tentar um projeto diferente e voltar ao jogo, compreensível. Só o tempo dirá se ele estava certo ao entrar no R1. Os primeiros testes já lhe geraram algum entusiasmo, mas ainda é cedo para qualquer veredicto. O mesmo vale para Razgatlioglu, muito feliz com as primeiras sensações que teve com a BMW M 1000 RR.
Foto: MundialSBK