Moto2, Tony Arbolino “Tentei acenar para parar a corrida…”

Phillip Island realmente não foi o melhor domingo para corridas. Mas no desastre causado pelo clima, Tony Arbolino emergiu, interrompendo assim um longo jejum sazonal. O seu último sucesso remonta a 14 de maio em Le Mans, nos 10 GPs seguintes conseguiu apenas outros três pódios. Até ao passado domingo, quando entre vento e chuva cada vez maiores conseguiu voar para longe, mostrando grande ritmo e conquistando assim a vitória na Moto2 numa situação difícil. Mas metade dos pontos chegaram, a diferença para Acosta continua em 56 pontos e restam apenas três GPs. É um sucesso que certamente eleva o moral, mas que agora é realmente de pouca utilidade.

GP da Austrália, por que a Moto3 e a Moto2 não pararam?

A resposta à pergunta que nos colocamos pode ser encontrada nas primeiras palavras do vencedor Tony Arbolino. “As condições eram muito difíceis, o vento era exagerado, muito forte principalmente nas duas últimas voltas antes da bandeira vermelha.” Lembremos que ele também se arriscou a sofrer um acidente na volta de saída, pouco antes da queda de Acosta. Durante a corrida, porém, ele tentou indicar a parada, que tudo tinha que ser parado. “Tentei deixar claro com alguns gestos, talvez eles me vissem” explicou. Nesse ínterim, porém, ele teve que correr sem se distrair, realmente não demorou nada para cair, como aconteceu com muitos. Na verdade, o próprio Arbolino, embora se sentisse bem (“Foi o meu dia”), a certa altura percebeu que estava muito rápido, então teve que desacelerar para trazer a vitória para casa.

Arbolino, vitória tardia

Ele não esconde o arrependimento pelo meio placar. “Com este tempo eles deveriam ter nos dado o dobro dos pontos, em vez da metade!” foi o comentário “quente” de um Arbolino gelado no parque fechado. No final, porém, ele claramente não teve escolha senão aceitar, de acordo com os regulamentos, as 9 voltas completadas não foram os 2/3 da corrida necessários para obter pontos completos. No entanto, a situação já está clara para vários GPs: Acosta, apesar do erro, terminou em 9º e por isso ficou feliz com uma possível mini-recuperação de Arbolino. O piloto lombardo quer apenas aproveitar o momento, certamente ciente de que agora é necessário um cataclismo para mudar a situação. A vantagem de 56 pontos, em duas corridas, diz-nos que Pedro Acosta também poderá iniciar a festa mundial já no final do GP da Tailândia, sendo a penúltima jornada de 2023.

Foto: motogp.com