Se a continuação da relação entre Alvaro Bautista e Ducati Aruba para a temporada 2024 é a notícia do fim de semana do Montmelò World Superbike, do ponto de vista puramente técnico-regulatório são as 250 rpm retiradas de (todas) as Ducati Panigale V4 Rs O assunto principal. É necessária uma premissa. Embora anunciada tardiamente, esta não é uma decisão repentina. Longe disso, mas é o resultado de um cálculo, com mecanismo e implementação ainda desconhecidos, do famoso algoritmo introduzido no regulamento FIM WorldSBK a partir da temporada de 2018 algoritmo que examina 10 itens diferentes (resultados, desempenho, voltas mais rápidas, velocidade máxima, número de motos na pista, etc. etc.), classificando a cada 3 rodadas quais motos poderão aproveitar as 250 voltas bônus e quais, como em no caso do V4 R, eles também terão que removê-los. Então, na Copa do Mundo, enquanto em outras realidades, veja BSB, a história é diametralmente oposta.
ANOMALIAS REGULATÓRIAS DE SUPERBIKE
Isso mesmo. No Mundial de Superbike, as Ducati Panigale V4 Rs terão agora de correr com o limitador a 15850 rpm, face ao limite original fixado em 16100. Mudando para BSB, as três V4 Rs à partida rodam a 16250 rpm, depois mesmo de receberem uma “ajuda” (aspas) durante 2022.
NO SISTEMA DIFERENTE BSB
Tudo pode ser dito sobre o BSB, exceto que o promotor do MSVR não sabe como produzir regulamentos precisos, bem-sucedidos e, trivialmente, sensatos. A unidade de controle eletrônico única introduzida em 2012 definiu o padrão. O sistema de equalização de desempenho das motos na largada é semelhante. Veja-se que, nas duas primeiras rondas (6 corridas) da temporada de 2023, 4 vencedores diferentes revezaram-se em representação de 3 construtores diferentes (Ducati, BMW, Yamaha). À exceção da Kawasaki, neste primeiro vislumbre do campeonato vimos todas as motos a lutar pela vitória, com o espectáculo que daí beneficia.
NA BRITISH SUPERBIKE, OUTROS CRITÉRIOS
Além da única unidade de controle MoTeC que garantiu um equilíbrio substancial em princípio, no BSB para equalizar o desempenho entre os vários tipos de motocicletas no início, a ação é realizada em três aspectos diferentes. Seja o peso mínimo (hoje tudo em 168kg), o restritor de ar e, como no WorldSBK, as rotações do motor. A Ducati Panigale V4 Rs, vitoriosa com Glenn Irwin e Tommy Bridewell em 3 das 6 mangas disputadas até agora, “eles giram” a 16250 rpm. Tudo isso depois de, em 2019, o limite ter sido estabelecido com os motores desligados (!) a 16.000 rpm.
FORA DA REGRA PANIGALE V4 R
Com base no artigo 5.2.6.9.2, em 2019 o chamado “Regra Ducati Panigale V4 R“. Em outras palavras, de acordo com o regulamento, um “limitador de rotação 750 rpm acima do modelo padrão até um máximo de 16.000 rpm, conforme especificado pelo MCRCB / MSVR“. Traduzida, originalmente sem bônus para a V4 R, a única Superbike do mercado que já traz o limitador em 16.000 rpm de série. Caso contrário, pelo regulamento, poderia rodar a 16750 rpm! A partir de Cadwell Park 2023, devido aos maus resultados alcançados até então, as três Ducatis puderam correr com um bónus de 250 voltas, logo com o limitador fixado em 16250.
DISCREPÂNCIA ENTRE WORLD E BSB
O resumo é que há uma clara discrepância entre dois regulamentos de Superbike, com resultados diferentes. Considerando que para ambos o objetivo é buscar o equilíbrio, no BSB com mais voltas as Ducati V4 Rs, disputadas pelas melhores equipes do lote e confiadas aos melhores pilotos, jogam contra as demais motos. Na Copa do Mundo, a prática regulatória é exatamente o oposto. Voltas creditadas em BSB, deduzidas em WorldSBK. Evidentemente, um dos dois regulamentos está errado ou simplesmente não funciona.
