Você se lembra de Nakarin Atiratphuvapat? Retomando uma citação famosa de ‘Eu Simpson‘ em referência a Troy McClure, “Talvez você se lembre dele por seu sobrenome infinito, pelas dificuldades em pronunciá-lo corretamente, mas também por suas proverbiais habilidades de dirigir em piso molhado.“. Frequentemente e com relutância, no Campeonato do Mundo lembramo-nos de certos pilotos (muito válidos) por elementos do folclore ou algo assim. No entanto, a história de ‘Lasca‘, seu apelido no cartório (na Tailândia é costume, costume e tradição), é definitivamente um desses para contar.
METEORO MUNDIAL
Nakarin Atiratphuvapat na verdade representa um meteoro do Campeonato Mundial. No biênio 2017-2018 ele correu na Moto3 com a Honda Team Asia, somando um total de 28 pontos, mas como mencionado conseguiu se exibir em condições particulares. Em pista molhada, era (e é) uma lasca. Testemunhe a primeira fila (2ª vez) no Grande Prêmio de Valência 2018: asfalto meio a meio seco e molhado, ‘Lasca‘ perdendo apenas para Tony Arbolino. Infelizmente para ele, esse ainda é seu último sinal de presença no Campeonato Mundial.
NAKARIN ATIRATPHUVAPAT MONACO BUDDIST
Isso mesmo, porque ele não voltou mais aos programas esportivos da Honda Team Asia, mas também por causa de sua escolha de estilo de vida. Depois de deixar o Campeonato Mundial, Nakarin Atiratphuvapat dedicou-se à sua fé, tornando-se um monge budista. Não é o primeiro e não será o último caso de esportistas tailandeses que se dedicaram à religião, para encontrar novas motivações e purificar o espírito.
CORREDOR PROFISSIONAL
Ao mesmo tempo, além de prestar serviço público na pátria, descobriu uma nova paixão. Entre algumas corridas nacionais de motocicletas, Atiratphuvapat para todos os efeitos tornou-se um corredor semi-profissional. Periodicamente participa de reuniões de alto nível, obtendo também diversas vitórias. Quase um atleta olímpico, tempos a fio.
O RETORNO AO MOTOCICLISMO INTERNACIONAL
Monge budista, corredor, mas Nakarin Atiratphuvapat era e ainda é um corredor. Em 2022, a Honda Thailand decidiu trazê-lo de volta às pistas em um prestigiado campeonato internacional, especificamente a classe SuperSports 600cc do ARRC. Com uma CBR 600RR de última geração, ele surpreendeu ao máximo pela rápida adaptação à categoria (embora costume treinar com uma Yamaha R1) e por uma regularidade que o recompensou. Não é o mais rápido do grupo, mas definitivamente o mais consistente. Pronto, pódio (2º) em casa no Buriram, repetido na última volta onde até se viu na disputa pelo título. Sempre nos pontos e na linha de chegada em todas as corridas, no final garantiu o terceiro lugar no campeonato precedido por outro recente conhecido do Mundial como o indonésio Andi Farid Izdihar Gilang (ASTRA Honda) e o malaio Helmi Azman (Boon View Honda).
AGUARDANDO OS PROGRAMAS DE 2023
Este movimento da Honda Thai nos devolveu no motociclismo que importa ‘Lasca‘, que ainda não anunciou os seus programas para 2023. Para ele, novamente com a casa da asa dourada, fala-se mesmo na ASB1000, ou na Superbike do Asia Road Racing Championship…

