Neste fim de semana está marcado o tão esperado encontro na Argentina e Bradley Smith fará sua estreia absoluta na categoria no Mundial de Supersport. De facto, vai substituir o lesionado Leonardo Taccini aos comandos da Yamaha R6 da equipa Ten Kate Racing.
Esta é uma grande oportunidade para o piloto inglês de 31 anos, tendo em conta que vai correr pela equipa que dominou o campeonato passado com Dominique Aegerter e que agora está novamente no topo da classificação com o suíço. Ele terá material técnico à sua disposição para ser competitivo e alcançar bons resultados. Ao mesmo tempo, porém, ele terá que se adaptar rapidamente à moto, pneus e pista. Em San Juan Villicum tudo será novo para ele.
A carreira de Bradley Smith no campeonato mundial
Smith é, sem dúvida, um piloto altamente experiente, tendo corrido no campeonato mundial por muitos anos. Ele fez sua estréia lá em 2006 com a equipe Repsol Honda. Após dois anos mudou para a Aprilia RS e os resultados melhoraram definitivamente. Ele terminou em sexto em 2008, segundo em 2009 e quarto em 2010. Na categoria conquistou três vitórias e outros dezessete pódios em cinco temporadas.
Posteriormente deu o salto para a Moto2 com a equipa Tech3, que apesar dos resultados não excepcionais o promoveu para o MotoGP em 2013. Na primeira classe rodou pela então equipa satélite da Yamaha durante quatro anos, tirando também a satisfação de entrar na pódio duas vezes (Phillip Island 2014 e Misano 2015). Recorde-se que em 2015 também venceu as 8 Horas de Suzuka com a Yamaha, ladeado por Pol Espargarò e Katsuyuki Nakasuga.
Mais tarde, ele se casou com o projeto KTM junto com Pol Espargarò, seu parceiro já na Tech3 há três anos. No período de dois anos com a marca austríaca apenas cinco colocações no top 10, depois a despedida. Em 2019 continua a ser piloto de testes da Aprilia no MotoGP e participa em quatro corridas como wild card. No ano seguinte, graças à desclassificação por doping de Andrea Iannone, ele disputa todos os GPs até o de Teruel, depois é substituído por Lorenzo Savadori e no final da temporada não renova com o fabricante Noale.
A aventura no MotoE e a chance no Supersport: que futuro?
Em 2019, além de testador da Aprilia, correu no campeonato de MotoE com a equipa One Energy Racing. Ele terminou em segundo na classificação geral com 11 pontos atrás do campeão Matteo Ferrari. Quatro pódios conquistados nas seis corridas disputadas no ano de estreia da categoria elétrica.
Depois de um ano longe das corridas, em 2022 regressou ao MotoE com a equipa RNF Racing. No entanto, ele perdeu as três primeiras corridas devido a uma lesão grave remediada nas 24 Horas de Le Mans do Campeonato Mundial de Endurance. O inglês havia sido contratado pela equipe MOTO AIN Yamaha para participar da famosa corrida de resistência, mas um grave acidente o nocauteou.
Ele encerrou a temporada de MotoE sem resultados particularmente interessantes e agora tem a chance de se testar no Campeonato Mundial de Supersport. Ele vai tentar tirar o máximo partido, até porque uma boa prestação poderá permitir-lhe encontrar alojamento no SSP para 2023. São vários os pilotos que, passando do Campeonato do Mundo para o paddock das SBK, encontraram novos estímulos e satisfações no acompanhar. Veremos se ele também estará destinado a fazer um caminho desse tipo.
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