Uma edição do North West 200 que ficará para a história, por diversos motivos. Pelos seus veredictos desportivos, mas também por ter oferecido ao público um bom espectáculo e, por último mas não menos importante, muitas histórias para contar que contêm todos os traços estilísticos daquilo que é a essência do motociclismo. Podemos começar com o hat-trick de Glenn Irwin, novo recordista de sucessos entre as Superbikes, elevando para 11 o número de seus festejos consecutivos.Triângulo‘, passando por Davey Todd, eleito “Homem na reunião“graças a atuações nas quais nunca desistiu, sempre lutando pela vitória entre os “bicicletas grandes”E conquistando três vitórias entre Superstock e Supersport. Depois, há uma história sobre um “garotinho” de recém completado 52 anos que teve a satisfação de voltar ao pódio do evento. A história de uma lenda inesgotável e incomparável do calibre de John McGuinness.
LENDA MCG
O famoso apelido de McGuinness é “Míssil Morecambe“, em referência à sua cidade natal. Ultimamente, por todas as razões do mundo, Big John tem sido referido como “Tesouro Nacional“, ou tesouro nacional. Pode-se dizer que não tem preço, porque alguém assim nasce uma vez e nunca mais. Pela forma como encarna o espírito das corridas de estrada, pela sua longevidade, pela forma como se reinventou entre uma época e outra da especialidade. Com um físico que não era nada de um piloto profissional, mas com uma simbiose total com a sua moto (especialmente quando enfrenta o Mountain Course) e um carácter que o tornou num dos pilotos de estrada mais queridos de sempre.
52 ANOS, 30 DE CORRIDA NO NOROESTE 200
John McGuinness, na sua forma de posar e correr, tem um dom incomum. Uma qualidade que não está necessariamente nas cordas mesmo daqueles que se tornam campeões mundiais e estrelas interplanetárias: saber emocionar. Não necessariamente pelo resultado da sua experiência, mas também e sobretudo pelo que consegue, de vez em quando, transmitir a quem gosta de motociclismo. Ele demonstrou isso na semana do North West 200, comemorando o 30º aniversário pessoal de sua primeira participação na competição entre Portrush, Portstewart e Coleraine com uma pérola emocionante e ainda algo mais: retornar ao pódio.
12 ANOS DEPOIS ELE ENCONTRA O PÓDIO NO NOROESTE 200
Na véspera deste evento, a Honda Racing UK comunicou que, devido ao calendário bastante concorrido, apenas apresentaria a CBR 1000RR-R na configuração Superstock no Noroeste, ficando as Fireblade Superbikes, bem como a CBR 600RR Supersports em a corrida em Louth o mais tardar na última segunda-feira em Oulton Park. Para McGuinness, mas também para seus companheiros de equipe (os homônimos Dean e Nathan Harrison), não foi o melhor da vida, especialmente considerando a necessidade de acumular quilômetros em antecipação ao próximo TT na Ilha de Man, John não teve grandes problemas. qualquer tipo e, de facto, ele viu este problema como uma oportunidade. Uma oportunidade de regressar ao pódio no NW200, já se passaram 12 anos desde o seu último top-3 no evento que remonta a 2012.
SUA REDENÇÃO NO TRIÂNGULO
Competitivo desde os testes, correndo entre Superbike e Superstock com a mesma moto, ele viu as corridas Stock como uma oportunidade e um desafio dentro de um desafio. Desde o primeiro desafio na quinta-feira ele duelou com James Hillier, depois venceu no sábado na Corrida 2 na batalha pelo terceiro lugar. Precedido apenas por Davey Todd (28 anos) e, não menos importante, pelo recordista de voltas de montanha Peter Hickman (37 anos). Ele apareceu com os olhos marejados no parque fechado, onde todos derramaram lágrimas. Não só por este enésimo marco em sua infinita carreira, mas também pensando naquele gravíssimo acidente dele, aqui mesmo, em 2017, ocorrido no trecho muito rápido de Primose Hill.
PROPOSTAS DE RETIRADA ADIADAS
Um golpe devido a problemas técnicos em sua (novata) CBR 1000RR SC77, resultando em uma longa parada por lesão e até mesmo em um divórcio com a Honda. Nos próximos cinco anos passará de Norton (ainda com indemnizações não pagas…) para Kawasaki Bournemouth, sem nunca ter corrido com este último devido ao período de dois anos de cancelamentos devido à emergência pandémica. De ano para ano ele adiou seus planos de aposentadoria, aproveitando o retorno à Honda. Com a investidura não só de uma lenda viva e testemunho simpático da empresa, mas também de um piloto ainda competitivo. O pódio no North West 200 é prova disso, assim como viajar a uma média de 131 milhas por hora (210 km/h) no TT para maiores de 50 anos. Um motociclista que ainda tem muito, muito a dizer em termos de resultados e emoções transmitidas aos entusiastas.