Paolo Simoncelli já usa o extintor. No dia da apresentação é fácil, espontâneo, deixar-se levar pela euforia mas o Sic58 Squadra Corse regressou de várias temporadas claramente abaixo das expectativas. Este ano ele virou uma nova página. Se na MotoE escolheu dois pilotos hiperespecialistas como Kevin Manfredi e Massimo Roccoli, na Moto3 decidiu apostar em dois pilotos muito jovens: Filippo Farioli e Luca Lunetta que vão correr com os 58. É portanto fundamental evitar voos de fantasia, mesmo que não faltem ambições, pelo contrário.
“Estou um pouco preocupado com o entusiasmo excessivo, especialmente com as crianças – explica Paolo Simoncelli a Corsedimoto – então isso se transformará em negatividade quando houver um momento de dificuldade.”
Você está percebendo expectativas excessivas?
“Na minha opinião, sim. Deveríamos ficar mais pé no chão. Como dizia um velho mestre “voe baixo para ver mais longe”
Realisticamente, quais são os objetivos na Moto3?
“Ser protagonistas. É evidente que todos gostariam de ganhar. Tem que estar na frente, entre os cinco primeiros, para lutar pela vitória. Aí você pode até conseguir décimos, mas fique no grupo e dê o seu melhor”.
Luca Lunetta vai competir com o número 58, um número especial.
“Concordei porque não era algo do momento, mas ele tem esse número desde os 5 anos porque se inspirou no Marco. Por mim tudo bem. Definitivamente não permitirei isso na MotoGP.”
Paolo Simoncelli, quais são os objetivos do Sic58 na MotoE?
“Será um bom desafio. Eu posso ver esses dois muito bem. Para mim são uma garantia.”
Massimo Roccoli tem 39 anos, em novembro fará 40. Uma escolha corajosa?
“Por que? Não, eu não diria isso. Massimo Roccoli ganhou muitos campeonatos italianos de Supersport: ele é muito rápido e jovem de coração.”
Foto Marzio Bondi
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