Também este ano, os motores tiveram uma palavra a dizer no Collari d’Oro, uma cerimónia que atribui a mais alta honraria do desporto italiano a atletas de elite. Este é o primeiro reconhecimento deste tipo para Andrea Adamo, um jovem talento siciliano que é campeão mundial de MX2 deste ano, que recebeu o prêmio com emoção. Também na lista estava Francesco Bagnaia, bicampeão mundial de MotoGP e terceiro prémio nos Golden Collars depois dos recebidos em 2018 e 2022. No entanto, o prémio foi retirado por Luigi Dall’Igna, Diretor Geral da Ducati Corse.

As palavras de Adão
A cerimônia foi transmitida ao vivo pela Rai 2, apresentada por Andrea Fusco e Simona Rolandi. Entre as declarações, foi lembrado que, para acompanhar as façanhas de Adamo, a partir de determinado momento da temporada a Raisport adaptou sua programação para permitir que os torcedores acompanhassem as corridas MX2 ao vivo e gratuitamente. “No início da temporada eu só pensava em uma corrida de cada vez, depois de algumas rodadas, porém, as coisas mudaram” Adamo declarou durante a cerimônia. “Revisamos os objetivos e em meados de 2023 comecei realmente a pensar no campeonato. Estou orgulhoso de ter sido o primeiro italiano a vencer um Campeonato Mundial de Motocross depois de Tony Cairoli.”

Comentário de Dall’Igna
Como referido, o atual campeão de MotoGP não compareceu ao evento, tendo em seu lugar o Diretor Geral da Ducati Corse. “O Campeonato do Mundo foi decidido no último Grande Prémio no final de um desafio entre dois pilotos com a mesma moto“ lembrou Luigi Dall’Igna. “Vivemos momentos emocionantes e caracterizados pelo espírito esportivo e acho que esse foi o aspecto mais importante. Talvez na segunda parte da temporada Bagnaia não tenha sido o mais rápido, mas provou ser um grande campeão.”
Foto: Simone Ferraro/coni.it