O primeiro teste de Toprak Razgatlioglu com a BMW acabou. Depois de 11 voltas na tarde de domingo, ele fez outras 19 na tarde de segunda-feira. Em Portimão, a chuva afetou ontem, mas o piloto turco conseguiu subir na M 1000 RR, embora não em condições completamente secas. Houve também uma queda na curva 5, felizmente sem consequências particulares. Agora tem mais um teste para fazer em Jerez para continuar a conhecer e familiarizar-se com a nova moto. Hoje e quarta-feira ele estará em ação na Espanha, esperando que o tempo esteja bom.
Superbike, teste de Portimão: comentários de Razgatlioglu

O campeão SBK 2021 está satisfeito com as sensações que teve em Portugal: “No geral estou feliz, porque foi um teste muito positivo. Meu sentimento com a BMW M 1000 RR é muito bom. Agora entendo a moto e conseguimos excelentes tempos por volta, mesmo que as condições da pista não fossem as melhores. Não forcei para conseguir um tempo rápido e não usamos o pneu mais macio. Me diverti, apesar de não ter conseguido dar muitas voltas“.
Apesar de não ter conseguido fazer muitos quilómetros em condições ideais, Razgatlioglu já sente o potencial muito bom com o novo pacote técnico: “eu estou aprendendo – explica – porque essa moto é completamente diferente para mim, mas estou começando a me adaptar. Na segunda-feira a sensação com a frente melhorou. A potência e a travagem do motor são incríveis, a moto é rápida em linha recta e a tracção funciona bem. Estou muito otimista, só precisamos fazer mais voltas. Eu preciso de mais tempo. Eu diria que não estamos longe, estamos chegando“.
O que muda entre Yamaha e BMW
Toprak já entendeu muito bem as diferenças entre a Yamaha R1 e a BMW M 1000 RR: “A maior diferença é a frenagem do motor, que é incrível. E a outra grande diferença é que a moto é muito rápida em linha reta. É a primeira vez que sinto poder e estou feliz com isso. Ainda tenho que entender a aerodinâmica, talvez eu consiga senti-la saindo da última curva, subindo. Sinto que a moto não anda e talvez isso me ajude. Estou focado na entrada em curva e na aceleração, talvez precise de mais tempo para entender as asas“.
Ele precisa fazer muito mais voltas para ter uma visão mais completa da nova moto, mas as poucas voltas o convenceram o suficiente: “Com o BMW não preciso lutar com cavalinhos. Ao sair das curvas sinto a força e também sinto depois da subida. A moto acelera mais. Também estou feliz com a frenagem na Curva 1, porque começo a inclinar e sinto o motor freando mais“. Resumindo, o amor entre Razgatlioglu e a M 1000 RR parece realmente ter começado.
Foto: BMW
