Este fim de semana o MotoGP pára na Malásia e as atenções estão focadas sobretudo no duelo do campeonato mundial entre Francesco Bagnaia e Jorge Martin. Este último está 13 pontos atrás do atual campeão e a tendência dos resultados já há algum tempo sugere que ele é o mais forte. Mas tudo pode acontecer em Sepang, Pecco venceu lá em 2022 e é preciso estar sempre atento às mudanças climáticas.
MotoGP Malásia, expectativas de Martin
As duas vitórias na Tailândia foram importantes, porque vieram depois dos erros da Austrália. O piloto espanhol mostrou que sabe reagir aos momentos negativos: “Depois da corrida fiquei muito feliz. Tive um fim de semana fantástico, fiz a minha quarta dobradinha do ano e foi ótimo. Aí resolvi ficar aqui na Ásia, também para não sofrer de jet lag e achei que treinar nessas condições poderia me ajudar um pouco. Estou feliz, mas durante a semana de descanso tive tempo para pensar em tudo e prefiro correr as corridas consecutivamente para manter a sensação. Veremos como vai ser na Malásia, mal posso esperar para correr“.
No pódio em Buriram ele fez uma comemoração semelhante à de Bagnaia na Indonésia, colocando a mão no ouvido como se dissesse que não conseguia ouvir. Mas não foi uma resposta polêmica ao rival: “Veio até mim de forma espontânea, fiz isso para envolver os fãs. Não foi um gesto polêmico. Fiquei feliz, subi no pódio e não ouvi ninguém gritando, então falei: ‘Vamos galera, deixa eu ouvir’“.
Jorge na hipótese da equipe de fábrica
Há um ano, em Sepang, foi Martin quem conquistou a pole position, mas na corrida ele caiu, desperdiçando a chance de vencer. Desta vez ele quer um epílogo diferente: “Perdi aquela vitória, poderia ter conseguido. O novo asfalto pode ser uma mudança positiva, parece que as quedas são menores e talvez pudéssemos ser mais rápidos. Espero que tudo corra bem“.
O piloto da Pramac Racing também foi questionado sobre uma possível promoção à equipa oficial da Ducati, algo que tem sido muito falado ultimamente: “Posso dizer que estou orgulhoso de continuar com a Pramac no próximo ano, mas se a Ducati me quiser na equipa de fábrica ficarei extremamente feliz. Minha meta para 2025-2026 é estar em um time oficial, o sonho é vestir vermelho. Se fosse antecipado para o próximo ano, ficaria muito feliz. Depende deles“.
Risco de penalidade para Martin
Jorge recebeu uma advertência por não respeitar o limite de pressão dos pneus na Tailândia, caso isso voltasse a acontecer receberia uma penalização de 3 segundos. Ele não quer se estressar muito: “Definitivamente cometi um erro, mas pelo menos ganhei e os 25 pontos foram o mais importante. Normalmente temos pressão normal, nesse caso estávamos muito perto do limite. Eventualmente, tentarei seguir os passos dos outros“.
Por fim, um comentário sobre a presença de Alvaro Bautista como wild card da Ducati na Malásia: “É difícil ter uma expectativa sobre o seu resultado. Vamos esperar e ver. Penso que ele fez um bom teste em Misano, sabemos que é um piloto rápido e leve. Em linha reta ele pode ter vantagem. Amanhã vamos entender como vai ser, acho que ele vai se sair bem“.
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