Entre os temas de interesse no teste de Jerez esteve também a estreia de Nicolò Bulega como piloto oficial de Superbike da equipa Aruba Racing Ducati. O atual campeão de Supersport esteve bem, terminando em segundo lugar com o tempo de 1m38″726s, 278 milésimos atrás do líder Remy Gardner. Ainda não é altura de se entusiasmar, mas o piloto da Emília mostrou que se sente bem com a Panigale V4 R. Já conhecia a moto, mas já não a pilotava há vários meses.
Superbike, equipe Aruba Ducati: Cecconi exalta Bulega
Stefano Cecconi, entrevistado por La Gazzetta dello Sportfalou sobre a promoção de Bulega ao Mundial SBK: “Não é costume trazer um novato diretamente para uma equipe oficial. Normalmente saímos de uma equipe satélite, com menos pressão e fazendo um crescimento mais gradual. Nicolò terá um batismo de incêndio considerável. Ele estará em uma nova categoria, com a moto e seu companheiro bicampeão mundial. A pressão zero não pode ser uma abordagem para ele. Faremos tudo o que pudermos para ajudá-lo e não fazê-lo sentir-se sob escrutínio”.
O chefe da equipe Aruba Racing Ducati é muito claro na abordagem que a equipe terá em relação ao piloto. O objetivo é trabalhar para que cresça progressivamente, sem esperar resultados imediatos e evitando pressões desnecessárias. É normal esperar que ele se saia bem, mas sem nenhum tipo de obsessão.
Bautista primeiro aponta Ducati
Na Ducati está Bautista recém-saído de dois títulos de Superbike, então a expectativa é que ele tenha que lutar pelo título em 2024. Bulega pode correr com menos responsabilidade e Cecconi se manifestou a esse respeito: “Com Álvaro disponível neste estado de forma, não teria sido útil jogar com dois avançados, com dois pilotos de topo. Quanto ao resultado, contamos com o Álvaro, a nossa garantia. Por outro lado podemos fazer este trabalho com Nicolò, introduzindo um estreante diretamente na equipa oficial. Sem pressão, mas nos deu um pouco de água na boca. Uma temporada de estreia, mas na minha opinião teremos alguma satisfação com ele“.
Alguns esperavam uma escolha diferente por parte da seleção italiana (Axel Bassani era um desejo de muitos torcedores, só para citar um nome), mas em vez disso fizeram uma que tivesse uma lógica própria e precisa. Há um campeão como o Bautista na garagem, não há necessidade de contratar outro piloto de topo ou pelo menos alguém que não seja visto como complementar a ele. Focar num jovem é uma decisão compreensível, ainda mais sendo um piloto criado pela Aruba Ducati no Supersport.
Foto: Aruba Ducati