Nicola Fabio Carraro está fora do Mundial, mas continua sonhando

Nicola Carraro, Moto3

Não é um adeus, mas apenas um adeus. Nicola Fabio Carraro despediu-se do mundial de Moto3 depois de ter participado nas últimas 8 corridas da temporada com a Avintia a substituir Matteo Bertelle. Ele não conseguiu marcar pontos, mas ainda teve uma boa experiência.

Em 2022 também conquistou o segundo lugar no Campeonato Italiano de Moto3, porém está fora do paddock mundial.

Nicola Fabio Carraro, é mais a alegria de ter disputado o Mundial ou o arrependimento de não estar mais lá?

“Foi agradável! Eu andei em muitas pistas que nunca tinha ido e gostei. Vi-me catapultado para o mundial do nada, sem conhecer ninguém além de Elia Bartolini e Alberto Surra. A moto, os técnicos, o paddock, até o capacete e o macacão eram novos. Agradeço sinceramente à Avintia por me dar esta oportunidade e por me deixar viver esta maravilhosa aventura. No último mês de corridas corri como um top para poder fazer tanto o CIV como o Campeonato do Mundo, foi difícil mas emocionante. Agora sinto muito por estar fora, mas espero voltar em breve. Falei com várias equipes, mas não cheguei a um acordo.”

Projetos para 2023?

“Estou definindo-os hoje em dia. Espero ouvir mais na próxima semana. Deveria competir na Moto3, mas não sei em que campeonato”.

Você chegou perto do título italiano, perdeu apenas na última curva da última corrida. O que você tentou?

“Estou aborrecido, já ganhei cinco corridas, fiz mesmo tudo para estar presente em Imola apesar dos eventos mundiais e perdi por um fio de cabelo. Há arrependimentos, mas sei que realmente dei tudo de mim, assim como a equipe que conquistou o título de construtores, mas também merecia o título de pilotos”.

Depois foste para Valência e perdeste os pontos por alguns milésimos.

“Acertei na Q2 e lutei pelo décimo quarto lugar na finalização fotográfica com dois pilotos experientes, como Suzuki e Migno. Teria sido uma grande satisfação, mas nada teria mudado no futuro. Entre outras coisas, depois daquela corrida a equipe se despediu das competições. Fizemos uma festa legal e vivi momentos muito intensos”.

Fora das pistas, o que te resta de 2022?

“Austrália, pena que é tão longe. Fui para o Grande Prêmio, mas também tive a oportunidade de passar alguns dias como turista. Já fui ver cangurus, pinguins: foi fantástico”.