MotoGP: Esponsorama Racing, adeus ao Campeonato do Mundo após 23 anos

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Neste 2022 vimos equipes fazendo sua estreia mundial, como MT Helmets-MSi na Moto3 ou Yamaha VR46 Master Camp na Moto2. Mas esta temporada também foi a última de um time histórico. Vamos falar sobre Esponsorama Racingque após mais de 20 anos de experiência em todas as categorias (das extintas 125cc, passando pelo MotoGP, passando pela ‘jovem’ MotoE), escreveu a palavra para terminar esta longa história.

Falta de motivação

“Tudo tem um fim. Com muita tristeza, a equipe encerra seu período mundial.” Assim começa o comunicado de imprensa oficial divulgado pela equipe por ocasião do último GP de Valência. Confirmando assim os rumores de que a equipe de Raul Romero já está há algum tempo à frente da Copa do Mundo de 2023. “O campeonato está cada vez mais complexo, há mais corridas e a falta de motivação levou a equipa a tomar a difícil decisão de deixar o Mundial.” Houve algumas satisfações ao longo dos anos, com vitórias e pódios em diferentes categorias. Ainda mais o fato de muitos campeões mundiais terem passado por lá, o que indica a qualidade do trabalho realizado.

Os primeiros anos do mundo

A instalação foi fundada oficialmente em 1994 por Raul Romero e Josep Oliva. Seu nome então era By Queroseno Racing (ou Team BQR), então o esforço de corrida começou, mas apenas em nível nacional. Três títulos chegam ao CEV com José David De Gea na Fórmula Extreme), mais dois com Stefan Bradl e Efren Vazquez em 125. A estreia mundial acontece anos depois no oitavo litro, de 2009 a 2011: com dois de seus pilotos no CEV conquista o primeiro pódio (Scott Redding) e depois as quatro primeiras vitórias (Maverick Vinales). Em 2009 também está nas 250cc com Alex Debon, que traz à equipa o primeiro e único pódio das quarto de litro na Alemanha.

Moto2 é MotoGP

A aposta continua: em 2010 a equipe está na recém-nascida Moto2, onde permanecerá até 2013. Os resultados mais importantes serão três pódios: o primeiro com Tito Rabat em Indianápolis em 2011, um ano depois de Julian Simon (que se tornou o único piloto da equipe) consegue os outros dois em Indianápolis e Valência. Também em 2012, a renomeada Avintia Racing também fez sua estreia no MotoGP, ou melhor, no que podemos chamar de “experimento” CRT/Open. A colaboração com a Ducati começou em meados de 2014, primeiro com a D16 em configuração Open e nos anos seguintes com as atuais motos de MotoGP. Chegam vários top ten, em algumas ocasiões os pilotos chegam mesmo ao pé do pódio, para então lá chegar em 2020. Trata-se de Johann Zarco, relançado na Esponsorama Racing (atual nome da equipa) após a experiência mal sucedida com a KTM e 3º na República Tcheca. Em 2021 se sai ainda melhor para a então estreante Enea Bastianini. Ele é o 3º no GP de San Marino e no GP da Emilia Romagna. É o último ano no MotoGP: os lugares são ocupados pela VR46 Racing Team, com cores que Luca Marini já tinha no seu D16 devido à colaboração entre as duas partes.

Moto3 é MotoE

Ao mesmo tempo, porém, a equipe também retorna à classe baixa, que agora se tornou a Moto3. No biênio 2018-2018, quando ainda era Avintia Racing, três pilotos se revezaram pilotando a única KTM RC 250 GP. Carlos Tatay é o único piloto para 2020, também permanecerá em 2021 mas não sozinho: ao lado dele Niccolò Antonelli graças à colaboração com a Sky Racing Team VR46 (que saiu da Moto3). Elia Bartolini também está lá como piloto substituto por algumas corridas, antes de ingressar na equipe (agora QJMotor Avintia Racing) durante todo o ano de 2022. Ao lado dele Matteo Bertelle, porém interrompido no meio da temporada por uma lesão grave e substituto para um GP de Luca Lunetta, então por Nicola Carraro até o final do ano. Desde 2019, a Esponsorama Racing também aceita o desafio da MotoE com dois pilotos: nos dois primeiros anos, soma três vitórias com Eric Granado. Depois vêm alguns dez primeiros esporádicos, neste 2022 ele escalou apenas um piloto. Na realidade, tornaram-se três com os dois suplentes (Yeray Ruiz e Unai Orradre) devido às lesões sofridas por Xavi Cardelus. Mais uma vez, um final sem momentos de glória. Breve interlúdio no Campeonato do Mundo de Supersport em 2000 e 2006: os pilotos (wild card nas rondas espanholas), no entanto, nunca somaram pontos.

Quantos nomes!

Uma conclusão amarga para uma equipe que faz parte do Mundial há 23 anos. São tantos os pilotos de peso que viveram um período nessa estrutura. Já mencionamos alguns deles, mas os repetimos. Por exemplo, os campeões de Moto2 Johann Zarco e Enea Bastianini, os únicos capazes de dar pódios à equipa no MotoGP. Permanecendo entre os campeões da classe intermediária, somamos Stefan Bradl, Tito Rabat, Hiroshi Aoyama, Toni Elias, Julian Simon. Vamos adicionar à lista o campeão mundial de 125cc Mike Di Meglio, o campeão de Moto3 Maverick Vinales, o falecido Luis Salom, Miguel Oliveira, Loris Baz, Aleix Espargaro, Hector Barbera, Efren Vazquez, Leon Haslam… Uma lista incompleta, mas isso já não é nada mau. O GP de Valência de 2022 marcou o fim deste longo período, entre alegrias e momentos mais difíceis. “Anos Maravilhosos”conforme sublinhado pela equipe na declaração de saudação.

Crédito da foto: motogp.com